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Internacional

Bispos do México relembram guerra que fechou igrejas por dois anos

O mistério central da fé, onde o sagrado se torna presente.
O mistério central da fé, onde o sagrado se torna presente. (Foto: Pixabay / Heiko Dörr)

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Os bispos do México divulgaram uma mensagem na qual afirmam que o centenário da Guerra Cristera, uma insurreição em defesa da liberdade religiosa que deu à Igreja numerosos mártires, "não é meramente um aniversário; é um tempo de graça".

A mensagem em vídeo de 4 de agosto foi apresentada pelo presidente da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), Dom Ramón Castro Castro, e pelo secretário-geral da CEM, Dom Héctor Mario Pérez Villarreal.

"Há cem anos no México, os sinos das igrejas foram silenciados", recordaram os prelados, mas "seu sangue falou em seu lugar".

"Por dois anos, as igrejas foram fechadas, e o conflito religioso colocou os mexicanos uns contra os outros", afirmaram.

Os bispos lamentaram que "o que aconteceu no México há um século carrega aquele rosto trágico. Não foi uma nação invadida por estrangeiros, mas um povo dividido contra si mesmo".

"Em ambos os lados das trincheiras e dos batalhões estavam filhos da mesma terra — batizados nas mesmas paróquias, herdeiros da mesma cultura e compartilhando a mesma mãe em seus corações: a Virgem de Guadalupe", acrescentaram.

"Hoje, cem anos depois, nós, os bispos do México, desejamos nos dirigir a todos, não para reabrir feridas, mas para curá-las; não para julgar os mortos, mas para servir aos vivos", declararam os prelados.

"Um povo que não se lembra está à mercê daqueles que escrevem a história para ele", alertaram, prosseguindo para enfatizar que "a memória cristã não é nostalgia do passado; é força para o presente".

Os bispos afirmaram ainda: "Não estamos comemorando uma guerra, não estamos celebrando uma vitória". Eles continuaram: "Não exaltamos as armas, nem idealizamos a violência. Não clamamos por vingança e não alimentamos o ressentimento".

Em vez disso, disseram, "comemoramos a fidelidade de um povo crente que manteve a fé viva quando as igrejas se calaram. Comemoramos nossos mártires, que não mataram por Cristo, mas morreram por ele. E lembramos uma lição aprendida a um preço muito alto", apontaram os bispos.

A esse respeito, os bispos do México enfatizaram que "a liberdade religiosa não é um privilégio do clero, mas o direito de toda pessoa humana".

Os prelados ressaltaram que "os mártires nos lembram que existem verdades pelas quais vale a pena viver e, se necessário, morrer — porque quem entrega sua vida por amor não a perde; semeia".

"Hoje, defendemos a liberdade religiosa como um direito para todos — crentes e não crentes — porque nenhuma consciência deve ser coagida, manipulada ou silenciada", enfatizaram.

Este "tempo de graça", observaram os bispos do país, representa "um chamado para construir uma Igreja que escuta antes de falar, que caminha junto e que desperta em cada batizado a consciência de viver sua fé dentro da família, no trabalho e na vida pública".

"Que este tempo nos encontre reconciliados — capazes de falar a verdade sem ódio, de perdoar sem esquecer e de construir juntos uma nação onde nenhuma consciência seja coagida e nenhuma vida seja considerada descartável", afirmaram os bispos.

"Que Cristo reine em nossos corações e que Santa Maria de Guadalupe proteja nossa pátria", concluíram.

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Mexican bishops: Cristero War centennial ‘a time of grace’ https://www.ewtnnews.com/world/americas/mexican-bishops-cristero-war-centennial-a-time-of-grace

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