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Pressão contra o regime

Bloqueio dos EUA já impediu 29 navios de acessar portos do Irã

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O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA. (Foto: CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EFE/EPA)

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O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o regime do Irã já forçou 29 navios a desistirem de seguir para portos do país persa ou a retornarem ao ponto de origem, informou nesta quarta-feira (22) o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), comando responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

“As forças dos EUA direcionaram 29 embarcações a dar meia-volta ou retornar ao porto como parte do bloqueio americano contra o Irã”, escreveu o comando militar em publicação nas redes sociais.

No comunicado, o Centcom também desmentiu reportagens divulgadas nas últimas 24 horas pela imprensa internacional que afirmavam que embarcações comerciais estariam conseguindo furar o bloqueio naval americano. Segundo o comando, algumas dessas matérias citaram os navios Hero II, Hedy (ambos de bandeira iraniana) e o Dorena (sem identificação) como exemplos de supostas violações da operação.

O Centcom negou a informação e afirmou que os petroleiros Hero II e Hedy foram interceptados no início desta semana e permanecem ancorados no porto de Chabahar, no Irã, enquanto o Dorena está sob escolta de um destróier da Marinha dos Estados Unidos no Oceano Índico após tentar desrespeitar a restrição.

“O Exército dos Estados Unidos tem alcance global. As forças americanas estão operando e aplicando o bloqueio em todo o Oriente Médio e além”, afirmou o Centcom.

O bloqueio contra o Irã foi iniciado em 13 de abril, após o fracasso de negociações diplomáticas entre iranianos e americanos no Paquistão. Segundo Washington, a medida se aplica a navios de qualquer nacionalidade que sigam para portos iranianos ou deixem o país, além de embarcações suspeitas de transportar petróleo, armas ou material estratégico ligado ao regime iraniano.

A Casa Branca trata a operação como instrumento de pressão econômica para reduzir a receita do regime iraniano, especialmente a obtida com exportações de petróleo, principal fonte de recursos externos do país.

Ainda nesta quarta, o senador Lindsey Graham, aliado do presidente Donald Trump no Congresso, afirmou que o bloqueio pode ser ampliado e atingir também países que auxiliem o Irã a exportar petróleo. Em publicação no X, o republicano declarou que quem ajudar Teerã na distribuição de petróleo “faz isso por sua conta e risco” e disse esperar que a operação americana “cresça e possa se tornar global em breve”.

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