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Fronteira

Brasil deporta três bolivianos

Amigos de Evo Morales estariam fotografando e observando cidadãos da Bolívia hospedados em cidades brasileiras

Manifestantes que apóiam o presidente da Bolívia, Evo Morales, participam de marcha em La Paz | Gaston Brito/Reuters
Manifestantes que apóiam o presidente da Bolívia, Evo Morales, participam de marcha em La Paz (Foto: Gaston Brito/Reuters)

Rio Branco - Três bolivianos foram detidos e deportados pela Polícia Federal no Acre neste fim de semana na fronteira com a Bolívia. Segundo informações da PF, foram deportados Wimar Becerra Ferreira, de 47 anos, amigo do presidente Evo Morales, considerado uma das principais lideranças do movimento dos camponeses da Amazônia boliviana, Raul Roble Cabrera, diretor da Federación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Pando, e o soldado Hugo Gustaner Reyes.

Os homens foram deportados por estarem observando e fotografando os bolivianos que estão hospedados nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, bem como por passar informações sobre esses cidadãos ao Exército da Bolívia.

A Polícia Federal não permite que sejam realizadas manifestações políticas contra o governo de Evo Morales, tampouco que simpatizantes do governo boliviano tomem atitudes intimidadoras no solo brasileiro.

Caso o governo da Bolívia deseje a extradição de algum boliviano acusado de crime deverá fazê-lo pelos meios legais. A Polícia Militar e o Exército Brasileiro continuam na fronteira, realizando barreiras e fazendo vistorias em pessoas e veículos.

O governado de Pando, na Bolívia, Leopoldo Fernández, que foi preso na semana passada pelo governo central, chegou a consultar, por meio de um intermediário, sobre os trâmites para pedir asilo político. Ontem, um almirante indicado por Morales assumiu o governo de Pando, sob estado de sítio desde 12 de setembro.

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