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Acidente

Brasileiro sobrevive a naufrágio no Líbano

Passageiros afirmam que o navio afundou após manobra autorizada para permitir que a água do mar limpasse os deques

Voluntários da Cruz Vermelha ajudam no resgate: navio balançou muito | Joseph Eid/AFP
Voluntários da Cruz Vermelha ajudam no resgate: navio balançou muito (Foto: Joseph Eid/AFP)
Veja onde fica o local do naufrágio |

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Veja onde fica o local do naufrágio

O brasileiro Vítor Pinheiro Mello, de 35 anos, foi resgatado ontem em frente à costa do Líbano quando o navio Danny F II, em que ele estava, afundou durante uma tempestade. Ao menos 11 tripulantes morreram.

O navio de carga transportava cerca de 30 mil animais vivos, e Vítor, que é de Pelotas (RS), atuava, segundo ele, como cuidador de animais.

Levado para o hospital na cidade de Trípoli, Vítor disse à BBC por telefone que o navio "começou a perder a estabilidade" depois de uma manobra de inclinação para lavar os deques.

"Eu senti muito frio, medo e achei que iria morrer ainda mais porque estava sozinho no mar", disse.

Equipes de resgate trabalham nas águas revoltas da costa do Líbano nesta sexta-feira depois que um navio de carga afundou, matando pelo menos onze tripulantes. Várias pessoas estão desaparecidas. O navio de bandeira panamenha que transportava animais vivos afundou na quinta-feira sob forte chuva.

Um oficial da Marinha libanesa disse que 33 pessoas ainda estão desaparecidas. Dos 83 tripulantes a bordo, 39 foram resgatados e onze corpos foram recuperados, disse outro oficial em condição de anonimato.

Os tripulantes eram de Grã-Bretanha, Austrália, Rússia, Líbano, Síria, Paquistão, Fili­pinas e Uruguai, informou a agência estatal National News Agency.

Nicola Dazies, funcionária da embaixada britânica, confirmou que havia dois britânicos no navio, mas seu paradeiro é desconhecido Ela acrescentou que um grupo de funcionários consulares cuida da situação com autoridades libanesas.

As operações de resgate continuavam apesar das altas ondas. Funcionários da Cruz Vermelha ajudaram a levar sobreviventes, envoltos em cobertores, a chegar às ambulâncias.

Um homem transportado por uma ambulância identificou-se como uruguaio. O embaixador uruguaio, Jorge Jure, disse que conversou com ele e que "ele sente-se muito bem e está com boa aparência". Outro homem que foi levado de maca para a ambulância, com curativos na mão direita, disse apenas que era paquistanês.

Ahmad Khan, um dos paquistaneses regastados, disse que, antes de afundar, o navio sacudiu muito. O capitão então instruiu os tripulantes a que vestissem coletes salva vidas e pulassem na água, onde eles assistiram o afundamento da embarcação.

Os resgates são realizados pela Marinha libanesa, forças de paz da ONU, dois navios civis e dois helicópteros britânicos vindos de Chipre.

Acredita-se que o navio viajava do Uruguai para a Síria. Ele afundou na tarde de quinta-feira a cerca de 17 quilômetros da cidade portuária de Trípoli.

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