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Proposta segue para o Senado

Câmara dos EUA aprova projeto para bloquear verbas de universidades que boicotam Israel

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Câmara dos EUA, de maioria republicana, avança com proposta para punir instituições de ensino que promovam políticas contra Israel (Foto: Jim Lo Scalzo/EFE/EPA)

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A Câmara dos Representantes dos EUA, de maioria republicana, aprovou nesta quinta-feira (3) um projeto de lei que autoriza o bloqueio de verbas federais a universidades que boicotam Israel.

A proposta, chamada Lei de Proteção da Liberdade Econômica e Acadêmica, recebeu 237 votos favoráveis e 169 contra. Medida ainda deve passar pelo Senado para se tornar lei.

Um dos deputados que votaram contra o projeto, o democrata Jerrold Nadler (Nova York), argumentou que se opõe ao movimento global de boicote a Israel, mas votou contra porque apoiava o direito dos americanos à liberdade de expressão.

Os patrocinadores do projeto de lei afirmaram, por sua vez, que a medida não visa restringir a liberdade de expressão ou o debate acadêmico, mas combater ataques antissemitas nas instituições de ensino dos EUA.

O apoio a Israel tem dividido a oposição ao governo de Donald Trump na Câmara dos EUA. Em julho, mais de 100 congressistas democratas apoiaram um projeto de lei que cortava parte da ajuda militar ao país do Oriente Médio, em meio a acusações de que as ações militares israelenses em Gaza constituíam "genocídio".

Desde que assumiu a Casa Branca em um segundo mandato, Trump tem pressionado universidades do país por suas políticas flexíveis em relação ao combate ao antissemitismo. Um dos principais alvos do presidente foi a Universidade de Harvard, que enfrenta o governo federal na Justiça para evitar corte de verbas.

O Departamento de Justiça entrou com um recurso no último dia 27 para reverter a decisão de um juiz federal que rejeitou um processo da administração Trump que acusava a instituição de tolerar ilegalmente o antissemitismo.

Em sua ação judicial contra Harvard, apresentada em março, o governo Trump argumentou que a universidade "fez vista grossa ao antissemitismo e à discriminação contra judeus e israelenses" e permitiu que manifestantes contra a guerra em Gaza, anos atrás, desafiassem as regras de Harvard "com impunidade".

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