
Paris O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos, o Chacal, será novamente julgado pelo tribunal criminal de Paris, que já o condenou em 1997 à prisão perpétua, mas desta vez por sua participação em uma série de atentados cometidos na França em 1982 e 1983, que deixaram 11 mortos e mais de cem feridos.
A decisão, anunciada ontem, põe fim a 25 anos de instrução. Em princípio, Carlos, de 57 anos, só deverá sentar no banco dos réus em 2008.
Carlos é suspeito de ter orquestado quatro atentados: contra o trem Toulouse-Paris em 29 de março de 1982 (cinco mortos), contra a sede da revista Al Watan Al Arabi em Paris, em 22 de abril de 1982 (um morto), contra a estação San Carlos de Marselha e contra um TGV em Tain-LHermitage (sudeste), em 31 de dezembro de 1983 (cinco mortos). O atentado contra o trem Toulose-Paris tinha como alvo o presidente francês Jacques Chirac, então prefeito de Paris.
Carlos sempre negou seu envolvimento nesses atentados. Três de seus colaboradores, atualmente foragidos, também serão julgados à revelia. Em 1997, este tribunal especial condenou o venezuelano à prisão perpétua pelo assassinato de dois policiais e um informante na capital francesa, em 1975.
Lenda do terrorismo internacional nos anos 70 e 80, este venezuelano convertido ao Islã esteve vinculado à Frente Popular para a Libertação da Palestina e ganhou fama internacional ao seqüestrar, em 1975, 11 ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena.







