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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a Fidel Castro (1926-2016) pelo “estímulo” que deu à sua trajetória política, em uma mensagem enviada a um evento que está sendo realizado em Havana por ocasião dos cem anos de nascimento do ex-ditador cubano, completados nesta quinta-feira (13).
“Se hoje estou pela terceira vez à frente da presidência do Brasil, é graças ao estímulo e à sabedoria de Fidel Castro”, afirmou Lula na mensagem, lida pelo teólogo Frei Betto nesta quarta-feira (12), segundo informações da agência estatal Prensa Latina.
“No centenário de seu nascimento, envio ao povo de Cuba a mesma mensagem de força e esperança: que a fraternidade e a justiça persistam em meio às adversidades”, escreveu Lula na mensagem, fazendo referência à pressão econômica e diplomática que os Estados Unidos vêm exercendo sobre o regime cubano.
Lula era amigo pessoal de Fidel e juntos fundaram em 1990 o Foro de São Paulo, que difunde ideias de esquerda na América Latina e articula líderes locais desse espectro político.
Os governos do PT historicamente ajudaram o regime cubano, como nas obras feitas pela empreiteira brasileira Odebrecht no Porto de Mariel, que contaram com um financiamento de mais de US$ 600 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Havana parou de pagar as parcelas do empréstimo em 2018.
Em 2016, quando Fidel morreu, Lula divulgou uma mensagem na qual chamou o ditador de “o maior de todos os latino-americanos”.
“Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei”, disse o petista.
O apoio de Lula ao regime castrista é amplamente condenado: no fim de semana passado, o deputado americano Carlos Antonio Giménez fez uma postagem no X criticando o presidente brasileiro por apoiar “todas as ditaduras comunistas em nosso hemisfério” e pedindo que ele seja “responsabilizado”.
Em outro post, o deputado republicano foi ainda mais explícito: publicou uma imagem de IA em que Lula aparece com as roupas que o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro trajava ao ser transportado aos Estados Unidos após ser capturado numa operação militar em Caracas, em janeiro. “O que o espera…”, escreveu Giménez em português.







