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O deputado americano Carlos Antonio Giménez iniciou no sábado (8) uma série de postagens no X contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo sua prisão pelo apoio do petista às ditaduras de esquerda da América Latina.
“No Congresso dos EUA, denunciamos o corrupto e criminoso Lula da Silva, que destruiu o Brasil e prejudicou a forte aliança entre nossas duas nações. Lula apoia todas as ditaduras comunistas em nosso hemisfério e deve ser responsabilizado”, escreveu Giménez na postagem, compartilhada pelo presidente argentino, Javier Milei.
Em outro post, o deputado republicano foi ainda mais explícito: publicou uma imagem de IA em que Lula aparece com as roupas que o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro trajava ao ser transportado aos Estados Unidos após ser capturado numa operação militar em Caracas, em janeiro. “O que o espera…”, escreveu Giménez em português.
O deputado republicano tem 72 anos e nasceu em Havana, capital de Cuba, em uma família de agricultores da província de Oriente, que emigrou para os Estados Unidos depois de perder suas propriedades nas reformas agrárias promovidas pela ditadura de Fidel Castro.
Ele estudou administração pública em uma universidade na Flórida e em Harvard, mas começou sua vida profissional como bombeiro, em Miami, em 1975, servindo até 2000 – chegou a chefiar o departamento local.
Depois, foi administrador municipal de Miami, cargo em que gerenciava as operações diárias da gestão local, entre 2000 e 2003; membro da Comissão do Condado de Miami-Dade (Legislativo local) entre 2005 e 2011; e prefeito deste condado entre 2011 e 2020, ano em que foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

No Legislativo federal, Giménez é conhecido pela sua postura incisiva contra governos de esquerda latino-americanos.
No ano passado, depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado republicano disse que Lula “e seus comparsas” precisariam “recorrer aos seus amigos em Cuba”, porque os Estados Unidos iriam impor “severas sanções”.
Também em 2025, depois que o então presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que uma solução para a “humanidade” poderia ser “tirar” Donald Trump do poder, Giménez chamou o mandatário colombiano, em post no X, de “uma ameaça genuína à segurança do nosso hemisfério” e disse que suas “ameaças” precisavam ser levadas “a sério”.
Em janeiro, antes de Trump anunciar tarifas para países que exportassem petróleo para Cuba, Giménez chamou a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, de “marxista”, devido ao aumento das exportações da commodity para a ilha no ano passado.
“Não importa que o regime de Miguel Díaz-Canel [em Cuba] tenha reprimido e oprimido seu povo por 65 anos, contanto que tenha a ideologia certa”, alfinetou o parlamentar, em entrevista à Fox News.
Em junho, depois dos terremotos na Venezuela, Giménez fez críticas à ditadora interina Delcy Rodríguez pela resposta do regime chavista à tragédia.
“Meus eleitores venezuelano-americanos compartilharam comigo evidências alarmantes de que o regime socialista está politizando a distribuição de ajuda e obstruindo os esforços de resgate. O regime é responsável pela morte de milhares de pessoas na Venezuela que estão presas sob os escombros!”, acusou, em post no X.







