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Larry Fink

CEO de gigante americana de gestão de investimentos diz ter “inveja” do Pix, investigado por Trump

O empresário americano Larry Fink, cofundador, presidente e CEO da BlackRock, em imagem de arquivo (Foto: STEPHANI SPINDEL/EFE/EPA)

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O empresário americano Larry Fink, cofundador, presidente e CEO da BlackRock, gigante do setor de gestão de investimentos, disse nesta segunda-feira (11) que tem inveja do Brasil pelo Pix e que deseja que os Estados Unidos tenham um mecanismo de pagamentos semelhante.

“Tenho inveja do que o Banco Central brasileiro fez ao criar o Pix. Gostaria que tivéssemos isso aqui”, afirmou Fink em um evento na sede da BlackRock, em Nova York. Ele disse acreditar que o Brasil e a Índia já possuem o que chamou de “mentalidade digital”.

Em janeiro, durante um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o empresário já havia elogiado os dois países.

“Acredito que o movimento em direção à tokenização e decimalização é necessário. É irônico que vejamos dois países emergentes liderando o mundo na decimalização, na tokenização e na digitalização de suas moedas: o Brasil e a Índia. Penso que precisamos avançar muito rapidamente para fazer isso”, disse Fink na ocasião.

“Estaríamos reduzindo taxas. Promoveríamos uma maior democratização ao reduzir custos se tivéssemos todos os investimentos em uma plataforma tokenizada, na qual fosse possível transitar de um fundo de mercado monetário tokenizado para ações e títulos, de um lado para o outro. Com uma blockchain comum, podemos reduzir a corrupção”, argumentou.

No ano passado, o governo do presidente americano, Donald Trump, abriu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, que visa apurar questões como a venda de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, e o Pix, que, segundo a Casa Branca, poderia prejudicar a competitividade de empresas americanas do setor de pagamentos no mercado brasileiro.

Em Davos, Fink disse que a adoção de uma plataforma única de pagamentos e transações financeiras pelos EUA precisaria ser discutida, mas alegou que haveria grandes vantagens.

“Eu argumentaria que, sim, talvez tenhamos mais dependência em [adotar] uma única blockchain, algo sobre o qual todos poderíamos discutir, mas, dito isso, as atividades são provavelmente processadas de forma mais segura do que nunca”, argumentou o empresário, que participará, ao lado de outros empreendedores, como Elon Musk e Tim Cook (Apple), da visita que Trump fará esta semana à China.

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