• Carregando...

Cerca de 1.200 soldados sul-sudaneses faleceram em combates registrados na disputada zona petroleira e fronteiriça de Heglig, anunciou nesta segunda-feira (23) o comandante do exército sudanês, Kamal Maruf, sem fornecer o número de baixas que suas próprias fileiras teriam sofrido.

"O número de mortos é de 1.200 para o SPLM", os antigos rebeldes do sul, que ostentam o poder no Sudão do Sul desde a divisão em julho de 2011, declarou este responsável militar perante 2.000 soldados, durante uma visita a Heglig.

No domingo, as autoridades de Cartum mencionaram que morreram cerca de 400 soldados sudaneses nos combates.

A informação é até o momento impossível de verificar, mas, segundo um correspondente da AFP, a zona está semeada de cadáveres de soldados do Sudão do Sul.

Há uma semana, depois de vários dias de combates, as autoridades de Juba consideraram que 19 membros do exército sul-sudanês faleceram e que os mortos nas fileiras sudanesas chegavam a 240.

O governo de Cartum anunciou na sexta-feira a reconquista de Heglig, ocupada no dia 10 de abril pelo exército sul-sudanês, cujos responsáveis afirmaram que, pressionados pela comunidade internacional, se retiraram totalmente desta localidade de importância estratégica.

Devido às restrições impostas pelo governo de Cartum, os jornalistas não puderam chegar a Heglig durante os combates.

A tensão continua sendo muito alta entre os dois países, que não conseguiram resolver por via diplomática certas questões relativas à divisão, como, por exemplo, o traçado da linha de fronteira e a repartição dos lucros petroleiros.

A zona fronteiriça de Heglig representa a metade da produção petroleira do Sudão desde a partilha. No entanto, Juba insiste em reivindicar sua autoridade sobre este território, considerado sudanês pela comunidade internacional.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]