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Relação com Brasil

Chanceler da China recebe Mauro Vieira e diz que países estão “mais unidos do que nunca”

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, visita a China nesta semana (Foto: Divulgação/Itamaraty)

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O chanceler da China, Wang Yi, se reuniu nesta segunda-feira (1º) em Pequim com seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, ocasião na qual afirmou que “os povos de ambos os países estão mais unidos do que nunca”.

Wang indicou que “a China sempre foi um amigo confiável dos países da América Latina e do Caribe”, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês.

O diplomata asiático afirmou que “China e Brasil têm cooperado estreitamente no âmbito internacional, demonstrando sua responsabilidade e consolidando-se como pilares para a manutenção da estabilidade e a promoção do desenvolvimento no mundo atual”.

Segundo o chanceler chinês, “a influência global, estratégica e de longo prazo” de ambos os países tornou-se mais proeminente, ao mesmo tempo em que indicou que “a cooperação pragmática em diversos campos tem se fortalecido continuamente”.

"China e Brasil devem fortalecer a comunicação e a cooperação no âmbito de mecanismos multilaterais como as Nações Unidas e o Brics", enfatizou Wang, acrescentando que Pequim e Brasília devem "promover o estabelecimento de um sistema de governança global mais justo e equitativo, salvaguardar a paz e a estabilidade mundiais e defender os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento".

De acordo com o diplomata, as duas nações se consolidaram como pilares para a manutenção da "estabilidade” no mundo, no contexto do estreitamento de seus laços nos últimos anos.

Por sua vez, Mauro Vieira declarou que a relação entre o Brasil e a China é uma referência para que os países em desenvolvimento defendam sua independência e autossuficiência, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

"Tanto o Brasil quanto a China são potências importantes que apoiam o multilateralismo e promovem o livre comércio", disse Vieira, citado pela imprensa estatal chinesa.

Vieira se reuniu anteriormente com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, para tratar da relação econômico-comercial e do acesso ao mercado chinês de produtos brasileiros e "outras questões prioritárias, como a manutenção de suprimento estável de fertilizantes chineses para o Brasil, bem como da reforma e revitalização do sistema multilateral de comércio", informou o Itamaraty, que destacou que o comércio entre os dois países atingiu em 2025 um resultado “histórico”.

Vieira também foi recebido nesta segunda-feira pelo vice líder do regime chinês, Han Zheng, que afirmou que Pequim está disposta a reforçar a coordenação estratégica bilateral.

China e Brasil intensificaram seus contatos diplomáticos e econômicos nos últimos anos, em um contexto de atritos comerciais de ambos com os EUA.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, e o intercâmbio bilateral atingiu, em 2025, um recorde de US$ 171 bilhões, segundo dados divulgados pelo governo brasileiro.

O Brasil foi também o país que mais recebeu investimentos chineses em 2025, US$ 6,1 bilhões, e em abril deste ano as exportações chinesas de veículos elétricos a bateria para o Brasil dispararam 221% em relação ao ano anterior, o que transformou o país sul-americano no principal destino dessa categoria.

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