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O negócio com a Venezuela, que o Brasil perdeu em 2005 por causa de um veto dos Estados Unidos, a China ganhou, e já está entregando o produto - 18 caças K-8, bombardeiros leves, de ataque e treinamento.

Na semana passada, os seis primeiros jatos chegaram a uma base não identificada da Força Aérea Bolivariana. Uma esquadrilha foi apresentada no sábado ao presidente Hugo Chávez. O pacote completo, que inclui treinamento e peças, é avaliado em US$ 300 milhões.

A encomenda original discutida com o Brasil era maior. O negócio estimado em R$ 1,2 bilhão, envolvia 12 caças AMX-T e 24 Supertucanos, ambos da Embraer. Parte desse lote seria montado na Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Caracas para a formalização da "aliança estratégica bilateral", em 15 de fevereiro de 2005. O acordo, porém, terminou depois de o governo dos EUA vetar o fornecimento das aeronaves, alegando o uso de sistemas e componentes produzidos com tecnologia norte-americana.

O episódio foi lembrado, sábado, pelo ministro da Defesa, Carlos Mata: "Tentamos obter essas aeronaves em outro fabricante, mas fomos impedidos." Chávez disse que os jatos K-8 serão utilizados "na luta contra o narcotráfico e a vigilância das fronteiras". Sobre a transação, destacou "a ajuda de Deus e o apoio de nações amigas para que a Venezuela seja uma potência socialista".

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