Bogotá - Um comandante do alto escalão das Forças Armadas Revolu­­cio­­nárias da Colômbia (Farc) foi um dos 27 mortos em um bombardeio feito pelo Exército colombiano no último domingo.

Sixto Antonio Cabana Guillén, de 55 anos, era um dos guerrilheiros mais procurados pelos EUA, que ofereciam uma recompensa de US$ 2,5 milhões (R$ 4,2 mi­­lhões) por sua captura.

Guillén, também conhecido como "Domingo Biojo" estava na lista dos 21 guerrilheiros mais perigosos do Departamento de Estado norte-americano. Ele era acusado de ter participado da cria­­ção e implementação das re­­gras internas das Farc que controlam a produção e a manufatura da cocaína, além de sua distribuição nos EUA.

De acordo com o governo co­­lombiano, Guillén também era o homem de confiança de Joaquín Gomes – um dos sete integrantes da cúpula da organização.

Ele participou de negociações de paz fracassadas com o governo entre 1999 e 2002.

O bombardeio atingiu três acampamentos na selva no sul da Colômbia, divisa com o Equador. A ação foi seguida por uma incursão de tropas especiais do Exército.

Ataques ao governo

Ontem, o diretor da polícia co­­lom­­biana, Oscar Naranjo afirmou que os corpos de cinco outras vítimas foram retirados do local do bombardeio pelos guerrilheiros.

As Farc vinham fazendo uma série de ações de demonstrações de força, que resultaram na morte de 22 agentes membros das forças de segurança da Colômbia, desde que o presidente Juan Manuel San­­tos assumiu o cargo, em agosto.

O ataque do domingo foi a primeira resposta significativa do governo desde que essa ofensiva teve início.

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