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O chefe de gabinete da presidência de Javier Milei na Argentina, Diego Santilli, disse neste domingo (26) para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT não “finjam indignação” pelo fato de o mandatário argentino ter viajado ao Brasil para manifestar apoio ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista ao canal LN+, Santilli disse para os petistas “não rasgarem as roupas” – expressão que pode ser traduzida como “fingir indignação”.
“Eles vieram aqui fazer campanha, disseram barbaridades sobre o presidente e circularam livremente por onde quiseram”, disse o chefe de gabinete, em referência aos especialistas em comunicação do PT que foram enviados à Argentina em 2023 para ajudar na campanha do peronista Sergio Massa, derrotado por Milei no segundo turno.
“Não nos esquecemos das barbaridades que disseram: alegaram que órgãos seriam vendidos [se Milei fosse eleito]; não nos esqueçamos das barbaridades que disseram sobre o presidente quando ele era candidato”, continuou Santilli.
A respeito da campanha “anti-Argentina” denunciada por Milei, o chefe de gabinete reafirmou a acusação do presidente de que tal ação teria sido financiada pelo Brasil.
“O presidente sempre diz que existe um setor do mundo que quer manter os cidadãos empobrecidos e oprimidos, enquanto o que o presidente defende é liberdade, desenvolvimento e crescimento; a Argentina é um gigante adormecido que agora está despertando”, disse Santilli.
O chefe de gabinete afirmou, porém, que o “histórico de relações” e a “tradição econômica entre empresas do setor privado” do Brasil e da Argentina continuam a “se desenvolver”.
Durante a convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, realizada no sábado (25) e na qual o aliado Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência, Milei chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” e o acusou de “espalhar o socialismo” pela América Latina.
Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas e chamou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para pedir explicações sobre a fala de Milei.







