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O governo da China ordenou nesta segunda-feira (17) uma inspeção por todo o território nacional das condições de trabalho em estabelecimentos comerciais, dias após explosões em um estoque de produtos químicos na cidade portuária de Tianjin deixarem 114 mortos, 700 feridos e 70 desaparecidos.

Lamentando a frequência de acidentes de trabalho fatais na China, as autoridades também prometeram investigar os responsáveis pelo acidente de quarta-feira (12) em Tianjin, admitindo que negligência e abuso de poder podem ter contribuído para as explosões.

“Devemos investigar exaustivamente [o incidente] e responsabilizar todos os culpados”, disse o primeiro-ministro, Li Keqiang, segundo a mídia estatal. “Devemos dar uma resposta para as famílias das vítimas, uma resposta para todos os moradores de Tianjin, uma resposta para todo o povo chinês, e uma resposta para a história.”

As grandes explosões de quarta-feira ocorreram em um terminal de contêineres com substâncias perigosas, onde estavam estocadas 700 toneladas de cianeto de sódio, quantidade 70 vezes maior que o limite estabelecido pelas normas de segurança chinesas.

O estabelecimento também não respeitava o limite de ao menos um quilômetro de distância de residências, prédios públicos e rodovias. O prédio estava a 500 metros de uma estrada e de um grande complexo de apartamentos.

As autoridades disseram ter construído barreiras de proteção e isolado os fluxos de água na região portuária para evitar a contaminação com cianeto de sódio, substância que pode gerar um gás inflamável quando em contato com água.

Protesto

Cerca de cem moradores de Tianjin participaram nesta segunda de um protesto em frente a um hotel onde autoridades têm dado entrevistas para exigir do governo indenizações pelos danos em suas casas provocados pelas explosões.

“Nós, vítimas, exigimos: governo, compre de volta nossas casas”, dizia um dos cartazes, segundo a agência de notícias Associated Press. As explosões danificaram as paredes e janelas de prédios nas imediações.

Cerca de 6.000 pessoas foram removidas de suas casas em Tianjin devido ao acidente e 17 mil residências ficaram danificadas.

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