Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Saúde

Cientistas testam anticorpos na luta contra vírus ebola

Especialistas se preparam para usar amostras de sangue tiradas de pacientes que sobreviveram à febre hemorrágica

Voluntários da Bundeswehr (as Forças Armadas Alemãs) participam de treinamento em Appen | Fabian Bimmer/Reuters
Voluntários da Bundeswehr (as Forças Armadas Alemãs) participam de treinamento em Appen (Foto: Fabian Bimmer/Reuters)

Cientistas vão começar a testar se o tratamento com anticorpos do sangue de sobreviventes do ebola pode ajudar pacientes infectados a combater a doença em um teste clínico na Guiné, marcado para o mês que vem. Se o teste tiver um bom desempenho, o chamado soro convalescente pode ter o uso ampliado rapidamente como uma intervenção de curto prazo, enquanto o trabalho continua no desenvolvimento de drogas e vacinas.

Um consórcio internacional de pesquisa liderado pelo Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica, está realizando o trabalho no país da África Ocidental que marcou o início do pior surto de ebola em março deste ano, depois de receber uma doação de 2,9 milhões de euros da União Europeia.

"O tratamento com sangue e plasma é uma intervenção médica com um longo histórico, usado de maneira segura em outras doenças infecciosas", disse ontem o coordenador do projeto, Johan van Griensven. "Queremos saber se essa a­­bor­­dagem funciona para o ebola, se é segura e se pode ser colocada em ação para reduzir o número de mortes no surto atual."

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, no último mês, que fossem desenvolvidos projetos com o uso de produtos derivados do sangue de sobreviventes.

Plasma

O sangue e o plasma recuperados de pacientes com ebola já foi usado no passado, durante o surto de 1995 em Kikwit, na República Demo­­crática do Congo, quando sete de oito pacientes que receberam o soro feito com o sangue sobreviveram.

Contudo, como o número de pacientes que receberam o tratamento com o soro é muito pequeno até hoje, ainda não está claro qual é a eficiência do tratamento.

Manhattan

Depois de ter tratado pacientes com ebola em Guiné, um médico americano de 33 anos voltou para Nova York com suspeita de ter contraído a doença. Ele foi levado a um hospital na ilha de Manhattan ontem, após ter ligado para a polícia alegando que sentia febre. O homem, cujo nome ainda não foi divulgado, foi posto em quarentena e está sendo observado.

R$ 77,6 milhões

A União Europeia arrecadou ontem mais 24,4 milhões de euros (R$ 77,6 milhões) para o fundo de combate ao vírus ebola. Os novos recursos devem ser direcionados para investimentos em pesquisas de uma vacina.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.