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Karen Palacios Pérez, clarinetista que ficou presa por 45 dias na Venezuela
Karen Palacios Pérez, clarinetista que ficou presa por 45 dias na Venezuela| Foto: Reprodução / Twitter / Karen Palacios

A clarinetista venezuelana Karen Palacios Pérez foi libertada da prisão na noite de terça-feira (16) após passar 45 dias detida, supostamente por ter criticado o regime de Nicolás Maduro pelo Twitter. Pérez, de 25 anos, tinha uma ordem de liberação com data de 18 de junho que não foi cumprida.

Segundo relatou a sua mãe, Pérez foi detida, em 1º de junho, por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (Dgcim) que se identificaram como professores do Sistema de Orquestras interessados em fazer uma entrevista com a clarinetista no Palácio de Miraflores, a sede do governo em Caracas. Após entrarem em um veículo com Pérez e sua mãe, os agentes vestiram coletes à prova de bala e as levaram até a sede do corpo de inteligência.

Segundo a Foro Penal, organização não-governamental de direitos humanos da Venezuela, Pérez foi presa por ter se posicionado contra Maduro em um plebiscito de 2017, convocado pela oposição para demonstrar a rejeição ao plano de Maduro de reescrever a constituição do país, o que também teria causado a sua demissão da orquestra. Cinco dias antes de sua detenção, a clarinetista havia denunciado pelo Twitter que foi expulsa da Orquestra Filarmônica de Caracas por causa de sua posição contrária ao regime.

A jovem ficou em uma cela sem janelas no sótão da Dgcim que compartilhava com outras dez mulheres e só saiu de lá por duas vezes, segundo a imprensa venezuelana. Ela foi transferida para um presídio feminino no dia 8 de julho.

O procurador-geral Tarek William Saab afirmou que a jovem deverá se apresentar aos tribunais uma vez por mês. A jovem foi acusada de "instigação pública", mas não foi julgada e nem sentenciada.

O caso evidencia a violação de direitos humanos, como a liberdade de expressão, na Venezuela. A ONG Foro Penal calcula que 590 pessoas estejam presas por motivos políticos no país, 15 delas permanecem detidas mesmo com ordem de libertação, como foi o caso de Karen Pérez.

A libertação da clarinetista foi anunciada pelo advogado Alfredo Romero, da ONG Foro Penal, com um vídeo pelo Twitter:

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