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Os colombianos terão no ano que vem a última palavra em um referendo sobre um eventual acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se as negociações com a guerrilha em Cuba chegarem a um bom termo, anunciou nesta quinta-feira (22) o presidente Juan Manuel Santos.

O governo e os presidentes dos partidos da base apresentaram hoje na Secretaria do Senado o projeto de lei para que o referendo sobre o acordo de paz coincida com as eleições que acontecerão no país em março e maio de 2014.

"O processo de paz avança. As conversas em Havana avançam. E temos a responsabilidade, a obrigação de prever qualquer instância que seja necessária se os acordos forem formalizados", disse Santos em um pronunciamento público.

O presidente promoveu esse projeto com o objetivo de consultar os colombianos sobre o acordo de paz no dia 9 de março, quando estão previstas as eleições legislativas, ou no dia 25 de maio, data das eleições presidenciais.

"Esperamos estar votando um acordo final de paz com as Farc em 9 de março", disse o presidente do Senado, Juan Fernando Cristo, que também acompanhou à comissão que apresentou o projeto no Congresso.

As Farc, que negociam com o governo o fim do conflito em Havana desde novembro de 2012, ainda não se pronunciaram sobre o projeto apresentado pelo governo, mas sempre se opuseram que o acordo fosse submetido a uma consulta popular.

Sobre essa possibilidade, o chefe negociador das Farc em Havana, Ivan Márquez, declarou no dia 18 de junho que não era "tecnicamente possível" e se mostrou favorável em convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para referendar os acordos.

"Se analisarmos bem, submeter a um referendo um acordo que somente na definição parcial do primeiro ponto tem mais de 20 páginas, ainda pendente da resolução de ressalvas substanciais, não seria prático, nem tecnicamente possível", disse então o chefe guerrilheiro.

Com esse passo, o presidente mostra sua confiança para chegar a um acordo de paz com as Farc no final de 2013 ou no início de 2014, conforme manifestou em várias ocasiões, que não quer chegar às eleições com o processo de paz ainda em aberto.

O chefe das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timoleón Jiménez" ou "Timochenko", também expressou recentemente que gostaria de assinar o acordo de paz antes do fim do ano, mas alertou que "é difícil avançar quando uma das partes diz 'não' para tudo", em referência ao governo.

Com grande maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, o governo espera que o Congresso aprove a lei em um prazo de três meses para que a Corte Constitucional tenha tempo de revisá-la antes de ser sancionada pelo presidente

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