Manifestantes bloqueiam rua da cidade de Monterrey para pedir o fim da operação do Exército mexicano | Kristian Lopez/Reuters
Manifestantes bloqueiam rua da cidade de Monterrey para pedir o fim da operação do Exército mexicano| Foto: Kristian Lopez/Reuters
  • Veja onde estão localizadas as cidades mais violentas no México

Reynosa - Confrontos entre a polícia e manifestantes em várias cidades na fronteira do México com os Estados Unidos deixaram ao menos 16 pessoas mortas desde a noite de terça-feira.

A onda de protestos foi desencadeada após o presidente do México, Felipe Calderon, ter dado início a uma política contra os cartéis de traficantes com a ajuda de 45 mil soldados do Exército. O governo acusa os traficantes de estarem por trás dos manifestantes enquanto os organizadores dos protestos acusam o governo de atacar civis inocentes.

Os confrontos mais violentos foram registrados em Reynosa, cidade com pouco mais de 500 mil habitantes, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e do Exército contra o narcotráfico. De acordo com a Secretaria de Segurança, os manifestantes responderam com tiros e granadas contra os policiais.

Em Nuevo Laredo, 150 pessoas impediram a passagem na fronteira de Laredo, no Texas, por várias horas. Várias mulheres e crianças participaram do protesto.

Os manifestantes na Ciudad Juarez bloquearam o trânsito por duas horas, impedindo a passagem para a cidade americana de El Paso, no Texas.

Em Ciudad Juárez, vários episódios de violência também foram registrados, incluindo a morte de um subchefe da polícia. O capitão Sacramento Pirez, número dois da polícia local, disse que o consulado dos Estados Unidos cuidou do funeral do policial.

O militar viajava em uma caminhonete acompanhado de vários policiais quando foi interceptado por outros carros, com ao menos seis homens armados. De acordo com sobreviventes, que estão em uma área protegida pela missão diplomática americana, os manifestantes começaram a disparar para todos os lados.

Palco de conflitos

A zona norte do México tem sido palco constante de episódios violentos envolvendo policiais e manifestantes envolvidos com o narcotráfico. Ao menos 36 mil militares operam no local e, somente no ano passado, 5.300 pessoas foram mortas, segundo fontes oficiais – 1.656 mortes ocorreram em Ciudad Juárez.

Entidades de Direitos Humanos acusam o governo de estar conivente com os abusos supostamente cometidos pelos soldados, incluindo casos de ataques de oficiais a civis em áreas militares. No entanto, os ativistas afirmam desconhecer quem está por trás das manifestações.

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