Publicidade
Foco na iniciativa privada

Conselheiro econômico dos EUA diz que Brasil ignorou propostas de Trump sobre minerais críticos

Presidente Lula e Donald Trump durante encontro na Casa Branca em maio de 2026.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chega em maio de 2026 para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca: setor de terras raras se tornou um dos focos de Washington na relação bilateral (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Ouça este conteúdo

O Conselheiro Econômico da Embaixada dos EUA no Brasil, Matthew Lowe, afirmou em um painel durante uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a Exposibram, que o governo brasileiro ignorou pelo menos duas propostas feitas pela gestão de Donald Trump sobre a exploração de minerais críticos no país.

O representante americano destacou que Washington aguarda as eleições de outubro para retomar as negociações no setor.

Lowe citou uma primeira tentativa de aproximação há dois anos, quando o Brasil foi convidado a integrar a Minerals Security Partnership, uma iniciativa voltada à criação de cadeias de suprimento de minerais críticos. Em fevereiro, representantes do governo Trump apresentaram uma nova proposta de acordo envolvendo uma cooperação nesse mercado de minerais.

Segundo informações obtidas pela emissora CNN na ocasião, o objetivo do acordo seria reorganizar as cadeias produtivas desses recursos, hoje predominantemente nas mãos da China.

No evento ocorrido em Belo Horizonte, Lowe disse que os EUA nunca receberam um retorno sobre a proposta. "Mas continuamos interessados ​​nisso. Acho que, neste momento, provavelmente teremos de esperar até as eleições. Independentemente do resultado das eleições, provavelmente continuaremos buscando esse tipo de acordo bilateral”, afirmou.

Diante das tentativas frustradas de conseguir um compromisso direto com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na exploração de minerais críticos, o setor privado se tornou um dos caminhos a serem explorados pela Casa Branca. A empresa americana USA Rare Earth anunciou nesta semana que concluiu um acordo de capitalização de recursos para a compra da Serra Verde, única produtora de terras raras em grande escala do Brasil, localizada em Goiás.

Segundo informou a companhia por meio de um comunicado na última segunda-feira (24), a negociação contou com apoio financeiro do governo de Donald Trump.

O Departamento de Guerra dos EUA forneceu um investimento de US$ 750 milhões do total de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) capitalizados para a conclusão do negócio, prevista para acontecer ainda nesta semana.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.