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Foto do repórter fotográfico Rodolfo Bührer mostra em quais mãos (ou pés) está o destino do Atlético nesta quarta-feira | Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo
Foto do repórter fotográfico Rodolfo Bührer mostra em quais mãos (ou pés) está o destino do Atlético nesta quarta-feira| Foto: Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo

São Paulo – O Superior Conselho Judicial da Líbia decidiu trocar a pena de morte de cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino por prisão perpétua, informou ontem o mais alto órgão judicial do país, em rápido comunicado.

O Superior Conselho Judicial, mais alto órgão judicial do país e que tem o poder de trocar sentenças e conceder perdão, assumiu o caso na semana passada, após a Suprema Corte da Líbia determinar a pena de morte para os seis acusados de infectar propositadamente mais de 400 crianças com o vírus HIV.

Os seis condenados começaram a trabalhar em um hospital na cidade de Benghazi em 1998 e foram presos no ano seguinte, depois que mais de 400 crianças foram contaminadas com o HIV. Ao menos 50 crianças morreram até hoje.

Os promotores insistiam que os condenados infectaram as crianças de propósito durante experimentos para encontrar uma cura para a aids. Especialistas da defesa, porém, testemunharam que elas foram infectadas devido às péssimas condições de higiene do hospital.

Em seus testemunhos, os trabalhadores afirmaram que foram obrigados a confessar os crimes sob tortura. Algumas enfermeiras disseram que foram estupradas para forçar confissões.

Parentes das crianças infectadas com o HIV já tinham aceitado ontem retirar o pedido de que as enfermeiras e o médico fossem executados, afirmou Idriss Lagha, porta-voz das 460 famílias das crianças contaminadas. As famílias aceitaram o pagamento de indenização de US$ 1 milhão por família.

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