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Alega fraude

Conservador ultrapassado por esquerdista na apuração no Peru pede que eleição seja anulada

Rafael López Aliaga alega que houve fraude na eleição presidencial no Peru para colocar outro candidato contra Keiko Fujimori no segundo turno (Foto: John Reyes Mejia/EFE)

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O candidato direitista Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, pediu na noite de terça-feira (14) que a eleição presidencial no Peru seja anulada, em um momento em que a apuração indica que ele ficaria fora do segundo turno contra Keiko Fujimori, após ser ultrapassado pelo esquerdista Roberto Sánchez na segunda colocação da primeira votação.

“Membros da Junta Nacional Eleitoral (JNE), estamos dando um prazo: vocês têm 24 horas para declarar essa farsa nula e sem efeito”, disse López Aliaga para apoiadores em um ato em frente à sede da JNE, segundo informações da imprensa peruana.

“Se até as 20h [horário local, 22h de Brasília] de amanhã [quarta-feira, 15], essa farsa não for declarada nula e sem efeito, convocarei novamente a todos, em todo o país”, disse o direitista.

López Aliaga fez o protesto quando a apuração indicava que ele ainda iria para o segundo turno, marcado para 7 de junho, contra a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

Porém, na manhã desta quarta-feira, Roberto Sánchez, que foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo (destituído, preso e condenado por ter tentado um golpe de Estado em dezembro de 2022), passou à frente.

Com quase 90% dos votos apurados, Fujimori tem 16,9% dos votos e Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% de López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 7 mil votos no momento.

Antes mesmo dessa mudança, o direitista vinha alegando fraude devido a falhas no primeiro turno da eleição presidencial que fizeram a votação, realizada no domingo (12), ser prorrogada até o dia seguinte.

José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe, na sigla em espanhol), foi preso na segunda-feira (13), após ter assumido a responsabilidade pelos atrasos na entrega de material eleitoral (que deixaram mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo) e ter apresentado sua renúncia ao diretor do Onpe, Piero Corvetto.

Também na segunda-feira, o procurador da JNE, Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra Corvetto pelas falhas logísticas registradas no domingo.

Também foram denunciados Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral, e três funcionários do Onpe, entre eles, Samamé.

No ato de terça-feira, López Aliaga pediu para que a procuradoria-geral do Peru e a polícia “prendam imediatamente” Corvetto.

O direitista alegou que o diretor do Onpe é “parte de uma máquina, parte de uma estratégia” para fraudar as eleições no Peru. “Há uma máfia que planejou isso por meses”, afirmou López Aliaga.

“Nem mesmo na Venezuela, sob a ditadura de [Nicolás] Maduro, se viu tamanha sujeira”, afirmou, alegando que tal “máfia quer inflar” outro candidato “para colocá-lo [no segundo turno] ao lado da senhora de sempre”, em referência a Keiko Fujimori, que concorre à presidência pela quarta vez, após ser derrotada em 2011, 2016 e 2021.

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