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Cratera no Oceano Atlântico

 | J.H. Mattemes/Science/AFP
(Foto: J.H. Mattemes/Science/AFP)

Cratera no Oceano Atlântico

Cientistas portugueses encontraram uma depressão no fundo do Oceano Atlântico, ao sul das ilhas de Açores, que dizem poder se tratar de uma formação resultante do impacto de um meteorito.

A depressão tem um formato circular, com seis quilômetros de diâmetro e uma ampla cúpula e, devido ao seu formato, foi chamada de "Ovo Frito".

Os cientistas calculam que a colisão ocorreu em algum momento nos últimos 17 milhões de anos.

"Para termos certeza, precisamos coletar amostras e fazer um perfil das camadas de sedimento para determinar se as formações são resultantes de um impacto", afirmou o cientista Frederico Dias, do grupo de pesquisa Estrutura de Missão Para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), à BBC.

"Precisamos também verificar todos os sinais que são consistentes com um impacto de alta velocidade, como vidro gerado no derretimento e, claro, escombros; e os chamados cones estilhaçados (rochas que sofreram choque)", acrescentou o pesquisador à rede britânica.

Os cientistas também encontraram outra formação semelhante, porém menor, a oeste da primeira formação.

Dias apresentou a descoberta do suposto impacto na Reunião de Outono da União Geofísica Americana em San Francisco, Estados Unidos, a maior reunião anual de cientistas especializados em geofísica. A cratera, identificada pela primeira vez durante uma análise para mapeamento da plataforma continental portuguesa, em 2008, está a uma profundidade de dois quilômetros abaixo do nível do mar, a cerca de 150 quilômetros do arquipélago de Açores.

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Ardi é a principal descoberta científica de 2009

Ardi, o esqueleto de hominídeo com 4,4 milhões de anos, foi a descoberta científica mais im­­portante de 2009, afirma a prestigiada revista Science. O fóssil lidera a lista dos 10 maiores avanços científicos do ano segundo a publicação, que também inclui a descoberta de água na Lua e o uso de folhas de átomos de carbono ultrafinas em aparelhos eletrônicos experimentais.

Ardi, um Ardipithecus ramidus, foi objeto de 15 anos de estudo minucioso por antropólogos. O esqueleto, encontrado na Etiópia, deu início a uma nova etapa na pesquisa da evolução do homem, segundo os cientistas. Sendo 1,2 milhão de anos mais velho que Lucy, até então o fóssil de hominídeo mais antigo já encontrado, Ardi está ajudando a derrubar mitos populares sobre a relação direta entre o ser humano e os símios modernos.

A análise do crânio, dos dentes, da pélvis, das mãos, dos pés e de outros ossos de Ardi mostraram que os símios africanos evoluíram consideravelmente desde o momento em que compartilharam um ancestral comum com os humanos.

"(Ardi) muda a maneira de pensarmos sobre a evolução humana mais antiga", indicou Bruce Alberts, editor da Science.

Entre os "temas quentes" a serem acompanhados em 2010, a Science menciona o metabolismo das células cancerosas, o sequenciamento do exoma – genes que representam 1% do patrimônio genético, mas que controlam as funções vitais do organismo – e o futuro dos voos tripulados ao espaço.

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