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Líder de direita

De la Espriella toma posse na Colômbia prometendo liberdade e combate ao crime

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Abelardo de la Espriella tomou posse nesta sexta (7) como novo presidente da Colômbia. (Foto: Mauricio Dueñas Castañeda/EFE)

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O líder de direita Abelardo De la Espriella tomou posse nesta sexta-feira (7), na cidade de Cali, como novo presidente da Colômbia. Em seu primeiro discurso como chefe de Estado, ele prometeu recuperar a ordem e a autoridade, ampliar as liberdades e lançar uma ofensiva contra organizações criminosas e grupos ligados ao narcotráfico que atuam no país.

De la Espriella afirmou que seu governo inicia um novo ciclo político no país e disse que pretende governar para todos os colombianos, inclusive para aqueles que não votaram nele. Segundo o novo presidente, “não há espaço para a intransigência” e seu governo buscará unir o país.

O presidente apresentou sua chegada ao poder como uma afirmação da democracia e da liberdade. Em seu discurso, ele disse que a eleição "não representou apenas a vitória de um partido ou de um político, mas da vontade soberana dos colombianos". De la Espriella acrescentou que sua chegada ao poder afasta a Colômbia de ditaduras e de regimes bolivarianos da América Latina.

O novo presidente deu ordem imediata às Forças Militares para combater todas as estruturas criminosas vinculadas ao narcotráfico na Colômbia e afirmou que os grupos armados terão duas opções a partir de agora: "se submeter à lei ou enfrentar a força do Estado colombiano".

De la Espriella também anunciou que, nas próximas horas, o governo divulgará os nomes dos grupos criminosos que serão oficialmente classificados como terroristas e que deverão ser combatidos pelas Forças Armadas. Além disso, prometeu a construção de grandes complexos penitenciários para receber criminosos que serão capturados durante sua ofensiva contra o crime.

De la Espriella também afirmou que uma das prioridades de sua gestão será a erradicação do cultivos de coca. Segundo ele, o governo pretende abandonar a estratégia adotada durante o governo do esquerdista Gustavo Petro e intensificar a retirada dessas plantações, que classificou como "combustível para o narcoterrorismo".

O presidente disse que, para erradicar a coca, serão utilizados herbicidas que, segundo ele, não prejudiquem o meio ambiente nem a população. De la Espriella também afirmou que seu governo pretende revisar leis que considere excessivamente brandas no combate ao crime, embora tenha ressaltado que as medidas serão adotadas dentro da legislação colombiana.

O novo chefe de Estado criticou a situação da segurança pública durante o governo Petro, dizendo que "chegou o momento de recuperar plenamente o controle do território colombiano". Segundo De la Espriella, a escolha da cidade de Cali para marcar o início de seu governo teve caráter simbólico por se tratar de uma região historicamente afetada pela violência e pelo narcotráfico. A posse na região, segundo o presidente, significa a retomada da soberania.

De la Espriella também disse que sua equipe de governo realizou, nos últimos meses, um levantamento para identificar os principais focos de irregularidades dentro do Estado e afirmou que seu governo terá como uma das principais tarefas a reconstrução administrativa do país.

O presidente classificou esse processo como um novo ciclo de “regeneração nacional” e defendeu um governo baseada em transparência e regras mais rígidas para o serviço público.

De la Espriella anunciou que assinará um decreto para congelar os gastos públicos e prometeu combater o desperdício de recursos do Estado. Ele também defendeu os investimentos e a iniciativa privada como parte de sua agenda econômica e indicou que pretende manter políticas de assistência social voltadas às parcelas mais vulneráveis da população. Segundo De la Espriella, seu governo adotará ainda o mérito como critério para a composição e o funcionamento do governo.

De la Espriella prometeu percorrer as diferentes regiões colombianas durante o mandato e afirmou que pretende concluir o governo com a percepção de que a lei voltou a funcionar no país. O novo presidente disse que todos os setores terão espaço durante sua gestão e que tanto as maiorias quanto as minorias terão seus direitos respeitados.

A cerimônia de posse de De la Espriella ocorreu na Arena da Universidade Santiago de Cali, e contou com a presença de autoridades e delegações estrangeiras. Entre os convidados estavam os presidentes Javier Milei, da Argentina, Santiago Peña, do Paraguai, José Raúl Mulino, do Panamá, e Nasry Asfura, de Honduras, além do rei Felipe VI, da Espanha, e representantes de diversos outros países. O presidente Lula não compareceu na posse, mas enviou representantes do Brasil.

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