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O aguardado encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o homólogo americano, Donald Trump, teria contado com a intermediação do empresário brasileiro Joesley Batista, um dos proprietários da JBS.
O encontro entre o petista e o republicano estava sendo cogitado desde janeiro, no entanto a guerra contra o Irã e uma crise bilateral resultou no adiamento da conversa entre os governos.
Uma pessoa com conhecimento direto das negociações disse à agência Reuters nesta quarta-feira que Batista desempenhou um papel fundamental para o acerto da visita de Lula.
Um jato pertencente à empresa familiar J&F, que controla a JBS, estava programado para voar do Colorado até Washington ainda neste dia, segundo dados de rastreamento de aviões da FlightAware.
Esse é apenas mais um episódio em que o empresário brasileiro chama atenção por intermediar um compromisso geopolítico. Em janeiro, Batista tentou convencer o ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro a se exilar na Turquia. Dias depois, ele se reuniu com a chavista Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o regime para facilitar a aproximação comercial de Washington com Caracas na área de petróleo e gás.
No ano passado, Batista já teria usado sua influência em contextos internacionais para tentar negociar as tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros.
O empresário brasileiro mantém relação próxima com a Casa Branca e chegou a doar dinheiro para a cerimônia de posse do presidente americano, em janeiro do ano passado.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a JBS para um posicionamento sobre o assunto. Até o momento da publicação não houve retorno, mas o espaço continua aberto para futuras manifestações.








