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A deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia Päivi Räsänen, do Partido Democrata Cristão, está pressionando o governo do Reino Unido a suspender a proibição de entrada no país que foi imposta como consequência a uma condenação por divulgar na internet um panfleto religioso no qual defendia o casamento entre um homem e uma mulher e afirmava que a homossexualidade seria um “distúrbio do desenvolvimento psicosexual”.
A parlamentar finlandesa foi convidada a discursar na conferência Fé na Praça Pública em Stormont, no edifício da Assembleia da Irlanda do Norte, um evento associado à Convenção Missionária Mundial de Bangor.
Contudo, devido à negativa de entrada em território britânico, não pôde aceitar estar presencialmente no compromisso. Com isso, ela teria sido obrigada a discursar remotamente na conferência, medida que tenta reverter em conversa com o governo do Reino Unido.
A deputada, que atua no Parlamento finlandês há 31 anos, classificou a decisão como "chocante", afirmando que o país proibiu a entrada de uma política democraticamente eleita em um Estado aliado europeu. Ela defende sua condenação como injusta por ter apenas expressado pacificamente suas opiniões cristãs, chamando o ocorrido de "um caso flagrante de censura estatal".
A política cristã informou que seu caso segue no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, onde é defendido pela Aliança em Defesa da Liberdade (ADF International), a maior organização jurídica sem fins lucrativos do mundo dedicada à proteção da liberdade religiosa. Räsänen foi condenada em março pela Suprema Corte da Finlândia por “incitação de ódio contra um grupo".




