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Vladimir Tkachuk, diretor da Uraldronzavod, empresa que fornece drones utilizados pelas Forças Armadas da Rússia na invasão contra a Ucrânia, ficou gravemente ferido após uma explosão atingir o carro em que viajava nesta quarta-feira (5), na região de Bolshói Istok, que fica próxima à cidade de Ecaterimburgo. O motorista do veículo que explodiu, que também atuava como segurança de Tkachuk, morreu no local.
Segundo a agência estatal russa TASS, Tkachuk foi levado para uma unidade de terapia intensiva em estado crítico após a explosão, e os médicos trabalham neste momento para tentar salvar sua vida. A explosão destruiu o veículo em que ele estava e mobilizou equipes de emergência e forças de segurança em Bolshói Istok.
De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, a principal hipótese investigada pelo regime russo neste momento é que um artefato explosivo tenha sido instalado sob o carro, um Mercedes-Benz, que estava sendo utilizado pelo diretor. A informação foi inicialmente divulgada pelo canal russo Mash, que costuma acompanhar investigações policiais e de segurança no país. As autoridades russas abriram uma investigação para identificar os responsáveis pelo ataque.
Até o momento, o governo da Ucrânia não comentou oficialmente o caso. Nos últimos anos, Moscou atribuiu a Kiev diversos atentados contra militares, autoridades e pessoas ligadas à indústria de defesa russa. Em alguns episódios, autoridades ucranianas assumiram a responsabilidade, enquanto em outros negaram qualquer participação.
A Uraldronzavod produz os chamados drones Upyr ("Ghoul", em inglês), um modelo que é controlado remotamente por operadores com o auxílio de óculos de realidade virtual. Esses drones estão sendo utilizados pelas forças russas para ataques de precisão e lançamento de explosivos no campo de batalha da invasão russa à Ucrânia.
Fundada por Tkachuk em 2023, a empresa ganhou destaque dentro da indústria militar russa. Segundo a Reuters e a agência Associated Press (AP), o empresário chegou a apresentar os drones fabricados pela companhia ao ditador russo, Vladimir Putin, durante uma visita oficial a uma instalação do setor de defesa. Além disso, ele administrava um canal pró-guerra no Telegram, onde divulgava informações sobre o conflito e promovia arrecadações para apoiar a invasão russa ao país vizinho.







