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Acampamento de migrantes na fronteira Polônia-Belarus tem levado a troca de acusações entre ditadura apoiada pela Rússia e o Ocidente
Acampamento de migrantes na fronteira Polônia-Belarus tem levado a troca de acusações entre ditadura apoiada pela Rússia e o Ocidente| Foto: EFE/EPA/LEONID SCHEGLOV/BELTA

O ditador de Belarus, Alexander Lukashenko, ameaçou nesta quinta-feira (11) interromper o fornecimento de gás para a União Europeia, caso o Ocidente imponha novas sanções ao país devido à crise de migrantes na fronteira com a Polônia.

“Nós fornecemos energia para a Europa e eles ainda nos ameaçam de fechar as fronteiras”, disse Lukashenko em uma reunião de emergência com seus principais ministros, segundo o The Guardian.

“E se cortarmos o (fornecimento de) gás natural para eles? Então, eu recomendaria que as lideranças da Polônia, Lituânia e outras pessoas sem cérebro pensassem antes de falar”, disparou, numa referência ao fornecimento de gás por meio do gasoduto Yamal-Europa, que vai da Rússia até países da União Europeia, passando por Belarus.

Milhares de migrantes, a maioria vindos do Oriente Médio e da Ásia Central, estão acampados na região de fronteira entre Polônia e Belarus. A crise é vista por Varsóvia e pela União Europeia como uma ação orquestrada por Lukashenko para desestabilizar a região, em resposta a sanções impostas ao seu regime por países ocidentais.

A tensão na fronteira aumentou na quarta-feira (10), quando a Rússia, que apoia Lukashenko, enviou para sobrevoar a região dois bombardeiros Tupolev Tu-22M3 com capacidade de transportar mísseis nucleares.

Durante atos em Varsóvia pelo Dia da Independência da Polônia, nesta quinta-feira, manifestantes nacionalistas reivindicaram que o governo impeça a entrada ilegal de imigrantes no país.

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