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Documentos mostram obsessão de Bin Laden por atacar alvos dos EUA

Líder da Al Qaeda pedia para rede superar brigas internas a fim de “combater o povo americano”, segundo cartas divulgadas ontem

Uma das cartas encontradas no esconderijo de Bin Laden. | STR/EFE
Uma das cartas encontradas no esconderijo de Bin Laden. (Foto: STR/EFE)

Osama bin Laden estava obcecado por atacar alvos dos Estados Unidos e pressionou grupos filiados à rede terrorista Al Qaeda a resolverem rivalidades locais e se concentrarem na causa. É o que mostram documentos que os EUA dizem ter apreendido no esconderijo de Bin Laden no Paquistão, divulgados ontem.

Uma carta de julho de 2010 mostra que Bin Laden pressionou a Al Qaeda no Iêmen, uma das afiliadas mais ativas do grupo, a fazer as pazes com o governo do país e voltar sua atenção aos Estados Unidos.

“O foco deveria estar em matar e combater o povo americano e seus representantes”, escreveu Bin Laden em uma carta encontrada pelas forças especiais americanas que atuaram na operação em que Bin Laden foi morto, em 2011, em Abbottabad, no Paquistão. As cartas foram entregues à CIA.

Congressistas haviam criticado a CIA e o governo de Barack Obama por não liberarem os documentos. O material, que ainda será divulgado na íntegra, foi divulgado dias após o premiado jornalista americano Seymour Hersh afirmar em um artigo que a narrativa oficial de Washington sobre a busca e a morte de Bin Laden era falsa e que o Paquistão sabia de sua localização.

Recrutando terroristas

Um dos materiais apreendidos é um modelo de formulário que o próprio Bin Laden utilizava para recrutar novos terroristas.

“Por favor, dê as informações com honestidade e exatidão. Nome, idade e estado civil. Deseja executar uma operação suicida? A quem devemos contatar caso você se converta em um mártir?”, são algumas das perguntas do formulário.

Bin Laden pediu ainda que a al-Qaeda preparasse uma campanha na mídia para comemorar os dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O líder terrorista também debatia táticas de guerra e demonstrava preocupação com a espionagem americana . Em uma carta recebida, o filho dele, Hamza, de 22 anos, escreveu que estava pronto para se juntar à jihad após passar por treinamentos como explosivos. Ele seria o filho preferido de Bin Laden, segundo a CIA.

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