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Pessoa recebe vacina contra Covid-19 em posto de saúde em Santiago, 10 de janeiro. Chile e Israel foram os primeiros países a oferecer uma quarta dose de imunizante contra o coronavírus
Pessoa recebe vacina contra Covid-19 em posto de saúde em Santiago, 10 de janeiro. Chile e Israel foram os primeiros países a oferecer uma quarta dose de imunizante contra o coronavírus| Foto: EFE/ Alberto Valdes

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) expressou dúvidas sobre a estratégia de vacinação contra a Covid-19 com repetidas doses de reforço em curtos intervalos de tempo.

Marco Cavaleri, diretor para estratégia de vacinação da EMA, afirmou que ainda não há dados que apoiem a necessidade de uma quarta dose de vacina contra o coronavírus.

"Enquanto a aplicação de doses adicionais pode fazer parte de planos de contingência, vacinações repetidas dentro de intervalos curtos não seriam uma estratégia sustentável de longo prazo", afirmou Cavaleri em entrevista coletiva na terça-feira.

O especialista levantou a preocupação de que a estratégia de oferecer doses de reforço a cada quatro meses possa sobrecarregar a resposta imunológica dos indivíduos. Para ele, caso a necessidade de aplicação de repetidas doses seja comprovada, seria melhor espaçá-las, como é feito com as vacinas anuais contra gripe no período do inverno, em vez de oferecê-las em curtos intervalos.

"Reforços podem ser feitos uma vez, talvez duas. Mas não são algo que devemos achar que deva ser feito constantemente", disse.

Mas em um comunicado relacionado ao tema, a EMA também afirmou que as evidências indicam que as pessoas que receberam uma dose de reforço têm melhor proteção contra infecção pela variante ômicron do que quem recebeu apenas as duas primeiras doses ou dose única.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concorda com a avaliação. O grupo técnico da entidade afirmou nesta semana que "uma estratégia de vacinação baseada em repetidas doses de reforço da composição original da vacina provavelmente não é apropriada ou sustentável".

Cavaleri falou sobre a intenção de alguns países da União Europeia de tratar o SarsCoV-2 como um vírus endêmico, mas disse que ainda não chegamos a essa fase.

Uma doença é considerada endêmica quando a sua prevalência é consistente e previsível em determinada região geográfica. Com relação ao número de casos, internações e mortes, uma doença endêmica provoca uma curva mais achatada, sem grandes picos.

"Ninguém sabe exatamente quando o fim do túnel será alcançado, mas nós chegaremos lá. O que é importante, e que estamos vendo, é que estamos no caminho para que o vírus se torne mais endêmico. Mas não podemos dizer que chegamos a esse status ainda", afirmou o diretor.

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