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"100% legal"

Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA após vitória de democratas

Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA após vitória de democratas
Eduardo afirma que revogação de vistos não cabe ao Congresso dos EUA e destaca que a estadia de sua família no país é "100% legal". (Foto: EFE/EPA/Zoltan Balogh)

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (5) que não teme eventuais questionamentos do Partido Democrata sobre a estadia de sua família nos Estados Unidos. Os democratas venceram o controle do Congresso americano nas eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3). 

“Eles [democratas] vão tentar [questionar minha estadia], mas pela Constituição, pela lei americana, não cabe ao Congresso revogar vistos ou cidadanias. Portanto, não estou com medo quanto a isso. Minha situação é 100% legal”, disse Eduardo ao influenciador de direita americano Joey Mannarino. 

A entrevista ocorreu antes da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac, na sigla em inglês), em Mar-a-Lago, resort de luxo do presidente americano, Donald Trump, na Flórida. Eduardo se mudou para os EUA em março de 2025, alegando perseguição política. Ele e sua família receberam o Green Card em julho deste ano.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos EUA no último dia 28. A viagem aconteceu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ordenar a entrega dos passaportes e o proibir de deixar o Brasil. No dia 25 de outubro, Flávio perdeu o segundo turno das eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a entrevista, Eduardo sustentou que a discussão sobre o acolhimento de pessoas “perseguidas” não deveria ser tratada sob a ótica de disputa entre direita e esquerda, comparando a situação com mulheres que precisam fugir do regime iraniano para escapar de represálias e risco de morte.

"Eu estou 100% legal, assim como o meu irmão e a família dele, e não acho justo esse tipo de tratamento porque algumas questões não deveriam ser sobre direita e esquerda. Todos concordam que mulheres fogem do Irã porque, se ficassem lá sem usar o hijab, poderiam ser até mortas", disse.

"Não é justo mandar esse tipo de pessoa de volta para uma ditadura. Estou falando de Teerã. Poderia falar aqui sobre a Venezuela, assim como estamos falando agora sobre o Brasil", acrescentou o “filho 02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em julho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo suposto crime de coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o ex-deputado de articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo Trump. 

Já Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro. O inquérito é relatado por Moraes. A defesa de Flávio já afirmou que sua relação com Tomaz se limita à amizade entre as famílias e classificou como falsas as informações de que os dois teriam compartilhado uma conta bancária.

Além disso, a Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Bolsonaro. O caso veio à tona em maio de 2026, após o site The Intercept Brasil revelar gravações nas quais o senador conversava com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre aportes financeiros de até R$ 134 milhões para a cinebiografia do pai.

O senador confirmou a solicitação de apoio financeiro, mas negou irregularidades. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados para a produção. O inquérito foi aberto em julho, a pedido da PF e com parecer favorável da PGR.

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