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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, cobrou uma mobilização de países da América do Sul nesta sexta-feira (29) contra "o vírus" do crime organizado transnacional que, segundo ele, "não conhece fronteiras".
O discurso do líder de direita surge em meio à pressão dos EUA sobre o Brasil ao classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).
Segundo o presidente paraguaio, "a disputa não é mais sobre qual país dentro do Mercosul ou qual país dentro da América do Sul é mais seguro, mas o desafio é mostrar que a América do Sul é o continente mais seguro, e esse é um esforço compartilhado". As declarações foram feitas durante a abertura de uma reunião de ministros do Interior, Segurança e Justiça do bloco e de seus Estados associados, realizada em Assunção.
O governante destacou que "a segurança é o novo nome da prosperidade" e defendeu que "nenhuma facção criminosa é mais forte que o poder combinado dos Estados".
Peña também convidou os países da região a fortalecerem o "trabalho conjunto, a coordenação, a comunicação contínua e um gerenciamento de informações ágil e eficiente" entre os países.
Nesse contexto, ofereceu o Paraguai como "um centro de inteligência logística contra o crime organizado" para transformar a região em "um território hostil para o crime". O encontro ministerial faz parte das atividades por ocasião da presidência pro tempore do Mercosul, exercida pelo Paraguai durante este primeiro semestre.
No dia anterior, cinco países da região assinaram um compromisso para desenvolver um plano e aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico. O documento foi assinado pelos governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador.
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