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Punição

Em outros países, ditadores foram julgados por seus atos

Conheça o destino de outros governantes que acabaram presos, condenados ou exilados:

Charles TaylorO ex-presidente da Libéria está vivendo no exílio, na Nigéria, desde que renunciou, em agosto de 2005, sob pressão internacional e de tropas rebeldes que se aproximavam da capital. Um tribunal especial apoiado pela ONU, em Serra Leoa, acusa Taylor de armar rebeldes daquele país durante a guerra civil, em troca de diamantes. Os rebeldes de Serra Leoa eram conhecidos por mutilação de civis, estupros e recrutamento de crianças-soldado. No dia 4 de dezembro, a Interpol emitiu uma notificação para prisão de Taylor, mas o governo da Nigéria informou que não pretende entregá-lo.

Manuel Noriega O ex-presidente do Panamá cumpre pena de 40 anos de prisão em um presídio federal dos EUA, em Miami, por narcotráfico e lavagem de dinheiro. Em 20 de dezembro de 1989, os EUA invadiram o Panamá para destituir o general Noriega, no poder havia um ano, e acabar com um governo acusado de corrupção e ligação com o tráfico de drogas. Foram duas semanas de combates. O ditador escapou nas primeiras horas de luta, refugiando-se na nunciatura apostólica. Em 4 de janeiro de 1990, porém, Noriega entregou-se, na condição de prisioneiro de guerra. Foi julgado nos EUA, em 1992.

Pol Pot Condenado à prisão perpétua domiciliar por genocídio, o ex-ditador do Camboja morreu em 1998. De 1975 a 1979, Pot governou o Camboja, à frente do regime do Khmer Vermelho, responsável por mais de um milhão de mortes. Pol Pot surgiu como homem forte do país após a tomada do poder pelo movimento comunista radical. Esvaziou as cidades e massacrou as pessoas com educação formal, aboliu o comércio e a moeda, a religião, as artes e a vida em família. Implantou campos de trabalho escravo. Pol Pot fugiu quando as tropas vietnamitas ocuparam o Camboja, em 1979, e só reapareceu em 1997.

Nicolae Ceausescu Em meio à queda em série de regimes comunistas no Leste da Europa, o ditador romeno foi derrubado em um golpe e julgado sumariamente. No mesmo dia em que seu governo foi derrubado, em dezembro de 1989, ele e sua mulher, Elena, foram executados. Ceausescu era apoiado por sua temida polícia política, mas o Exército e a população aliaram-se contra o ditador. Bucareste virou um campo de batalha. Nicolau Ceausescu e sua mulher, Elena, eram acusados em inúmeras denúncias de corrupção e de perseguição política.

Idi Amin Dada O ex-ditador de Uganda, acusado de massacrar 200 mil compatriotas nos anos 70, morreu no exílio, na Arábia Saudita, em agosto de 2003. Serviu no Exército colonial britânico, no qual se alistou em 1945 como ajudante de cozinheiro. Mais tarde, foi treinado como pára-quedista pelo Exército israelense. Em 1966, foi nomeado chefe do Exército pelo presidente Milton Obote. Em 1971, derrubou Obote, dissolveu o Parlamento e iniciou seu sangrento reinado de oito anos. Em 1976, declarou-se presidente vitalício. Idi Amin foi derrubado em 1979 por uma invasão de tropas tanzanianas e rebeldes ugandenses.

Jean-Bedel Bokassa Um dos ditadores mais brutais da África, Bokassa morreu em 1996, três anos depois de libertado da prisão, a que havia sido condenado à morte por assassinato. O ex-líder da República Centro-Africana havia sido deposto em 1979, em um golpe militar apoiado pela França, após 13 anos no poder. Durante seu regime de terror, foi acusado de matar e comer os que o criticavam. Deposto, Bokassa exilou-se na Costa do Marfim e na França. Voltou a seu país em 1987. Acabou enfrentando um julgamento público por assassinato, tortura e canibalismo. Foi absolvido das acusações de canibalismo, mas não de assassinato.

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