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No Texas

Em raro discurso, juiz da Suprema Corte dos EUA diz que agenda da esquerda ameaça o país

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Os juízes da Suprema Corte dos EUA, Sonia Sotomayor e Clarence Thomas, durante foto em 2022. (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)

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O juiz conservador da Suprema Corte dos Estados Unidos Clarence Thomas, em raro discurso feito nesta quarta-feira (15), criticou o progressismo e o descreveu como uma ameaça existencial aos princípios que fundaram o país há 250 anos.

A fala de Thomas ocorreu enquanto ele discursava para uma plateia lotada de estudantes e professores do curso de Direito na Universidade do Texas, em Austin, em uma série de palestras que marcam o 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Na ocasião, o juiz, decano da Suprema Corte americana, não citou eventos específicos nem figuras políticas pelo nome, mas fez críticas amplas ao que chamou de uma cultura crescente de "cinismo, rejeição, hostilidade e animosidade" contra os Estados Unidos, que está sendo perpetuada neste momento, segundo ele, pelos próprios americanos.

Thomas afirmou que os valores consagrados na Declaração de Independência de 1776 "caíram em desuso" nas últimas décadas, uma tendência que ele também atribuiu a intelectuais e às universidades do país. O juiz também traçou uma linha direta entre os movimentos políticos progressistas, que nos EUA são de esquerda, e o que descreveu como o abandono do significado original da Constituição americana.

"O progressismo busca substituir as premissas básicas da Declaração de Independência e, portanto, a nossa forma de governo", disse Thomas.

Thomas criticou ainda autoridades americanas que, segundo ele, abandonaram compromissos com "causas justas, moralidade tradicional, defesa nacional, livre iniciativa, humildade religiosa ou o significado original da Constituição". De acordo com o juiz, essas pessoas se reposicionam como "institucionalistas, pragmatistas ou moderados ponderados" para justificar seus fracassos.

Ao final do discurso, Thomas fez um apelo direto aos estudantes de direito presentes e aos telespectadores.

"Precisamos encontrar em nós mesmos o mesmo nível de coragem que os signatários da Declaração tiveram, para que possamos fazer pelo nosso futuro o que eles fizeram pelo deles", disse.

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