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Policiais cercam a Mesquita Azul , área onde ocorreu uma explosão nesta terça-feira (12) | OZAN KOSE/AFP
Policiais cercam a Mesquita Azul , área onde ocorreu uma explosão nesta terça-feira (12)| Foto: OZAN KOSE/AFP

A situação política da Turquia e a sua posição geográfica a tornam um potencial alvo de ataques terroristas. O país faz fronteira com Síria e Iraque, dois países com parte do território dominado pelos jihadistas do Estado Islâmico, um grupo terroristas que quer estabelecer um califado (um Estado religioso) na região.

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Graças a essa localização (e, claro, seus interesses), o país se tornou um dos principais aliados das forças norte-americanas que combatem o EI. Das bases aéreas turcas, saem caças dos EUA e da França que realizam bombardeios nos alvos jihadistas na Síria. Estes motivos têm levado a retaliações do grupo extremista islâmico.

O Estado Islâmico tem tido sucesso em ataques no país porque a Turquia não consegue segurar a entrada dos terroristas. Muitos atravessam as fronteiras por locais em que a guarda falha, outros, possivelmente, junto com gigantesco número de refugiados que chega ao país.

Além disso, os turcos enfrentam um conflito interno com os curdos, uma etnia que luta por território com poder de Estado -- semelhante aos palestinos. O “Curdistão”, área que a etnia reivindica, se estenderia por terras na Turquia -- o que faz com que turcos e curdos vivam sob uma constante tensão que muitas vezes já culminou em violência.

Estima-se que os curdos sejam a maior etnia sem estado do mundo, com mais de 26 milhões de pessoas. Eles estão espalhados, além da Turquia, na Síria e Iraque.

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