Quatro jornalistas, um policial e outras seis pessoas podem ser acusados criminalmente no caso dos grampos telefônicos cometidos por jornais britânicos, disse nesta quarta-feira (18) o promotor-chefe do Reino Unido, Keir Starmer.
Starmer disse que estabeleceu novas diretrizes para ajudar os advogados a avaliar se os jornalistas infringiram a lei. Embora ele tenha se recusado a dizer quais serão as medidas tomadas contra os investigados, Starmer indicou que possivelmente serão abertos processos penais sobre o caso.
Um total de 43 pessoas foram presas em três investigações paralelas sobre suborno de autoridades, escutas telefônico e infiltração de hackers em computadores.Entre os investigados estão pelo menos 25 empregados do "News International", grupo de propriedade do magnata Rupert Murdoch, incluindo Rebeca Brooks, ex-diretora do grupo, e Andy Coulson, antigo editor do jornal "The News of the World" e ex-diretor de comunicação do primeiro-ministro David Cameron.
O escândalo das escutas começou a ser investigado em 2006, mas se agravou depois da reabertura da investigação, no início de 2011, até obrigar Murdoch a fechar o tabloide.
O "The News of the World" é acusado de ter grampeado desde 2000 as caixas de mensagem de voz dos celulares de 800 pessoas, incluindo famosos, políticos e membros da família real e de vítimas de crimes para tentar obter informações exclusivas.
A polícia investiga também supostos subornos a policiais por jornalistas do "The News of the World" e do "The Sun", outra popular publicação do News Corporation, conglomerado midiático de Murdoch.







