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Segurança cibernética

Enxame de ‘bots’ pode assumir o controle da internet em um ano, alerta chefe de gigante de IA

Dario Amodei, chefe da gigante de AI Anthropic pede desaceleração no desenvolviumento da tecnologia.
Dario Amodei, chefe da gigante de AI Anthropic pede desaceleração no desenvolviumento da tecnologia. (Foto: RAJAT GUPTA/EFE)

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Os executivos de duas das principais empresas na linha de frente da inteligência artificial, Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, posicionaram-se publicamente a favor de uma moderação no ritmo de avanço tecnológico da inteligência artificial. Amodei publicou neste sábado (12) um ensaio alertando que um enxame de bots (robôs cibernéticos) pode saturar a internet e causar prejuízos de bilhões de dólares.

“Dada a aceleração no desenvolvimento das capacidades de IA, me preocupo com a possibilidade de que, dentro de seis a 12 meses, um enxame desse tipo possa chegar a assumir o controle de toda a internet por meio de uma rede persistente de bots (causando danos potencialmente no valor de centenas de bilhões de dólares) e que a magnitude dos danos continue aumentando se a IA se tornar mais potente sem contar com as salvaguardas necessárias”, escreveu Amodei em um extenso ensaio.

Ele fez referência a um incidente com agentes de IA fora de controle da OpenAI e da Hugging Face que realizaram ataques cibernéticos contra empresas sem receber comandos para isso.

Segundo Amodei, a indústria deve “reduzir o ritmo de aprimoramento das capacidades dos modelos de IA” e priorizar a cautela em detrimento da velocidade e a prudência em detrimento do lucro econômico, para evitar que os incentivos comerciais levem a uma “corrida para o abismo”.

Para conter essa ameaça, Amodei propôs uma estratégia em três fases voltada para regular o ritmo da tecnologia sem ceder a vantagem estratégica a regimes autoritários como a China.

Como primeiro passo, a Anthropic anunciou o compromisso unilateral e imediato de abrir suas instalações a avaliadores externos independentes, com acesso equivalente ao de seus próprios funcionários, permitindo que eles auditem os processos de treinamento e publiquem suas descobertas.

A segunda fase é criar uma coordenação entre as empresas para estabelecer padrões comuns de segurança e limites ao avanço descontrolado da IA.

Por fim, o plano promove acordos globais com potências autoritárias para estabelecer limites verificáveis que proíbam aplicações em armas biológicas e estabeleçam limites à velocidade do autoaperfeiçoamento algorítmico.

Pouco depois da publicação, Altman apoiou a visão do concorrente e disse que a OpenAI também passará a permitir que avaliadores independentes auditem seus sistemas.

O clima de tensão e incerteza no setor foi evidenciado nesta semana pela demissão do pesquisador Jacob Coxon, que já trabalhou tanto para a OpenAI quanto para a Anthropic. Ao deixar a Anthropic, Coxon afirmou que as empresas estão mais focadas em competir comercialmente entre si do que em garantir a segurança de seus produtos.

Com informações da agência EFE

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