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Andrés Arauz

Afilhado político de Correa é favorito na disputa pela presidência do Equador

    • Estadão Conteúdo e Gazeta do Povo
    • 05/02/2021 19:47
    O candidato à presidência do Equador Guillermo Lasso durante comício final de sua campanha em Quito, 3 de fevereiro
    O candidato à presidência do Equador Guillermo Lasso durante comício final de sua campanha em Quito, 3 de fevereiro| Foto: RODRIGO BUENDIA / AFP

    O Equador realiza neste domingo (7) o primeiro turno de suas eleições presidenciais, além de escolher integrantes do Legislativo. O nome favorito na disputa pelo comando do Executivo é o esquerdista Andrés Arauz, um crítico do acordo fechado no ano passado pelo país com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Pouco atrás, segundo as pesquisas, o conservador Guillermo Lasso tem boas chances de chegar ao segundo turno, de acordo com as sondagens, mas qualquer resultado não deve significar reviravolta nas delicadas finanças locais.

    Para vencer em primeiro turno no país, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos, ou 40% e uma vantagem de 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado. Caso isso não ocorra, o segundo turno está marcado para 11 de abril.

    O Equador, como era de se esperar, também sofre com a pandemia da Covid-19, tendo inclusive protagonizado em parte do ano passado cenas dramáticas com o colapso do sistema de saúde em Guayaquil, "pérola do Pacífico" que é sua capital econômica. Em uma população de pouco mais de 17 milhões de habitantes, houve cerca de 15 mil mortes pela doença confirmadas.

    Em 2020, o FMI projeta que o país tenha sofrido contração de 11%. Para 2021, a expectativa do Fundo é de crescimento de 4,8%. A economia equatoriana é dolarizada desde 2000, quando as autoridades tentaram com isso interromper um processo de forte desvalorização do sucre equatoriano. Mesmo antes da pandemia o país já apresentava problemas e havia fechado um acordo com o FMI em 2019. Em setembro de 2020, firmou um segundo pacto com o Fundo, com um montante de US$ 6,5 bilhões. No ano passado, o país obteve ainda uma reestruturação de mais de US$ 17 bilhões com credores privados.

    Na política, o presidente de centro-esquerda Lenín Moreno tem índices muito baixos de aprovação – a sua popularidade chegou a 7% no final de seu mandato, segundo o instituto de pesquisa Click Report. Aliado do ex-presidente Rafael Correa num primeiro momento, Moreno rompeu com o antecessor, que hoje vive na Bélgica – Correa tem dupla cidadania e foi condenado no ano passado a oito anos de prisão por corrupção no Equador, num processo que ele afirma ser perseguição política.

    Os principais candidatos

    Andres Arauz, candidato à presidência do Equador pelo partido “União pela Esperança” em evento de campanha em Quito, 26 de janeiro
    Andres Arauz, candidato à presidência do Equador pelo partido "União pela Esperança" em evento de campanha em Quito, 26 de janeiro| RODRIGO BUENDIA / AFP

    Nesse contexto de crise de saúde, econômica e política, o país realiza seu primeiro turno presidencial. Ex-ministro de Correa, o economista Andrés Arauz, 35, do partido União pela Esperança – UNES), aparece à frente das pesquisas de intenção de voto. Nunca concorreu a um cargo eletivo e seu nome não era muito conhecido antes da campanha, mas foi o escolhido de Correa para a disputa. Por isso, muitos equatorianos acreditam que, se for eleito, Correa é quem, de fato, estará governando o país.

    Arauz já disse em entrevistas que não pretende cumprir as condições combinadas no acordo com o FMI, argumentando que as medidas impostas são "absolutamente draconianas" e defende um programa de retomada econômica. Mas, recentemente, baixou o tom sobre o assunto. A consultoria Eurasia destacou em um relatório que Arauz diz agora estar disposto a negociar com o organismo. Para a consultoria, é improvável que ele abandone totalmente o acordo, "diante das necessidades significativas de financiamento e das alternativas limitadas".

    Guillermo Lasso, candidato à presidência do Equador pelo “Criando Oportunidades”
    Guillermo Lasso, candidato à presidência do Equador pelo "Criando Oportunidades"| RODRIGO BUENDIA / AFP

    Guillermo Lasso é o candidato da centro-direita, apoiado pelo Movimento Criando Oportunidades (Creo) e pelo Partido Social Cristão. Antes de entrar para a política, foi vice-presidente executivo do Banco Guayaquil. Já concorreu para presidente em 2013 e 2017, ficando em segundo lugar nas duas eleições; Tem um perfil mais tecnocrata, mas, segundo a Eurasia, na reta final da campanha, o candidato tem se mostrado "cada vez mais populista", na tentativa de ganhar votos, com anúncios como uma promessa de elevar o salário mínimo em seu primeiro mês no poder e de cortar impostos.

    Em terceiro lugar nas pesquisas de opinião aparece o candidato esquerdista Yaku Pérez Guartambel, do Movimento de Unidade Plurinacional Pachakutik. Foi vereador da cidade de Cuenca nos anos 1990 e eleito prefeito de Azuay em 2019. Tem como bandeira a defesa dos povos indígenas e do meio ambiente.

    De acordo com uma pesquisa de intenção de voto da Cedatos, publicada em 25 de janeiro, a vantagem de Arauz é de apenas 2,2 pontos percentuais em relação a Lasso. Em outras sondagens, porém, a diferença entre eles chega a 10 pontos percentuais. Pérez aparece geralmente em terceiro, com índices que variam entre 10% a 17% nas pesquisas mais recentes.

    Se houver segundo turno entre Arauz e Lasso em 11 de abril, como indicam as projeções, o apoio de Pérez a um dos candidatos pode ser decisivo.

    Acordo com o FMI

    De acordo com a Capital Economics, os dois candidatos favoritos mostram "pouco apetite" para cumprir a agenda acertada por Moreno com o FMI. A consultoria acredita que as finanças do Equador devem continuar em situação ruim, "e os riscos de default soberano permanecerão elevados, seja quem ganhar".

    A Capital Economics vê como maior a chance de um default desordenado sob Arauz. Segundo ela, a relação entre dívida e PIB do país deve seguir elevada, com os custos de empréstimo para o país "proibitivamente altos, acima de 1 mil pontos-base ou mais", nos próximos anos. O momento de uma eventual crise futura é difícil de prever, diz a Capital Economics, apontando que isso dependerá as políticas do próximo presidente, "mas achamos que outra reestruturação da dívida em algum momento dos próximos cinco anos é uma possibilidade clara".

    1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
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    Comentários [ 1 ]

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    • C

      CSG

      ± 10 horas

      Esquerda retomando a América do Sul, a saída para o Gado será ir para a Índia , lá eles são sagrados.

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