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A primeira votação do conclave que vai escolher o novo papa terminou nesta terça-feira (12) sem uma definição. A fumaça preta pode ser vista na chaminé da Capela Sistina às 19h40 (15h40 de Brasília), indicando que o papa ainda não foi escolhido. Essa votação costuma servir como uma espécie de peneira para selecionar os candidatos que vão polarizar a disputa.
Os 115 cardeais que participarão do conclave fecharam as portas da Capela Sistina por volta das 17h30 no Vaticano (13h30 em Brasília). No local, os religiosos ficarão em clausura até definir o substituto do papa emérito Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro.
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Na Capela Paulina começou uma procissão que atravessou a Sala Régia para chegar até a contígua Sistina.
Uma cruz abriu a procissão, seguida pela Capela Musical Pontifícia, alguns prelados, os cerimonialistas, o secretário do Colégio Cardinalício, Lorenzo Baldisseri; o vice-camerlengo, Pier Luigi Celata, e o cardeal maltês Prosper Grech, encarregado de pronunciar a última meditação antes do voto, e o Mestre das Celebrações Pontifícias, Guido Marini.
Em ordem inversa de precedência entre os cardeais, caminharam primeiro os da ordem dos diáconos, seguidos por presbíteros e bispos.
A procissão foi fechada por Giovanni Battista Re, que é o cardeal da ordem dos bispos mais antigo, pelo fato de tanto o decano do Colégio Cardinalício como o vice-decano - Angelo Sodano e Roger Etchegaray, respectivamente - não poderem entrar no conclave por terem mais de 80 anos. A legislação vaticana impede os cardeais octogenários de votar, mas permite que sejam escolhidos.
Todos entraram recitando as litanias na Capela Sistina, que continua sendo o tradicional local onde, sob o afresco do "Juízo Final" de Michelângelo, será eleito o sucessor de Bento XVI como papa
Juramento
Já na Capela Sistina e após recitarem as litanias e cantarem o "Veni, Creator Spiritus", hino de invocação do Espírito Santo, os 115 cardeais pronunciaram o seguinte juramento, como estabelece a Constituição Apostólica "Universi dominici gregis":
"Todos e cada um de nós cardeais eleitores presentes nesta eleição do sumo pontífice prometemos, nos obrigamos e juramos observar fiel e escrupulosamente todas as prescrições contidas na Constituição Apostólica do sumo pontífice João Paulo II, Universi Dominici Gregis, emanada em 22 de fevereiro de 1996.
Igualmente, prometemos, nos obrigamos e juramos que quem quer de nós que, por disposição divina, seja eleito Pontífice Romano, se comprometerá a desempenhar fielmente o "munus petrinum" de Pastor da Igreja universal e não deixará de afirmar e defender denodadamente os direitos espirituais e temporários, assim como a liberdade da Santa Sé.
Sobretudo, prometemos e juramos observar com a máxima fidelidade e com todos, tanto clérigos como laicos, o sigilo, sobretudo o relacionado de algum modo com a eleição do Pontífice Romano e sobre o que ocorre no lugar da eleição concernente direta ou indiretamente à escolha.
Não violar de modo algum este segredo tanto durante como depois da eleição do novo pontífice, a menos que seja dada autorização explícita pelo próprio pontífice; não apoiar ou favorecer nenhuma interferência, oposição ou qualquer outra forma de intervenção com a qual autoridades seculares de qualquer ordem ou grau, ou qualquer grupo de pessoas ou indivíduos queiram se imiscuir na escolha do Pontífice Romano".
Em seguida, cada cardeal eleitor, segundo a ordem de precedência, prestou juramento com a seguinte fórmula: "E eu, (nome de batismo) cardeal (sobrenome) prometo, me obrigo e juro".
E pondo a mão sobre os Evangelhos, acrescentou: "Assim Deus me ajude e estes Santos Evangelhos os quais toco com minha mão".
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