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Chile

Estudantes decidem manter maior greve em 30 anos

Os estudantes secundaristas do Chile anunciaram na noite de terça-feira que manterão a maior greve do setor em três décadas até que a presidente Michelle Bachelet lhes assegure uma participação majoritária no conselho que elaborará uma grande reforma na educação.

A decisão de seguir adiante com a paralisação ocorreu depois dos violentos distúrbios que marcaram a segunda-feira em uma greve nacional de quase um milhão de estudantes, no mais sério conflito enfrentado pelo governo da socialista Bachelet, desde que ela assumiu em março.

- Só em caso de a presidente assinar o que estamos apresentando como demandas nós cessaremos a mobilização, ou seja, as ocupações e as paralisações - disse a jornalistas Karina Delfino, uma das porta-vozes e dirigente do movimento estudantil.

A cúpula dos estudantes exige que o conselho que elaborará a nova reforma educacional, cujos membros serão anunciados na quarta-feira por Bachelet, seja integrado por mais de 50% de representantes dos alunos grevistas.

Bachelet pretende confirmar o conselho assessor antes de sua próxima viagem aos Estados Unidos, a fim de poder encerrar a crise estudantil.

A greve dos estudantes começou há um mês em poucas escolas, mas foi ganhando terreno até atingir todo o país com o apoio de pais e professores com exigências de melhoras no setor.

O governo acolheu parcialmente na semana passada as demandas dos alunos, com o anúncio de uma série de medidas com um custo anual de US$ 135 milhões e o envio ao Congresso de projetos de lei.

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