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O presidente da Rússia, Vladimir Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin| Foto: EFE/EPA/ALEXEI NIKOLSKY / SPUTNIK / KREMLIN POOL

O governo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, acusou a Rússia de enviar sabotadores ao leste da Ucrânia para realizar uma operação falsa que pudesse servir de pretexto para que o presidente russo Vladimir Putin ordenasse uma invasão ao país.

A Casa Branca não forneceu mais detalhes sobre os indícios que teria coletado. Fontes oficiais disseram à imprensa americana que comunicações interceptadas e observações de movimentações de pessoas deram evidências da operação.

Uma autoridade do governo americano disse em e-mail ao New York Times que a Rússia "está preparando as bases para ter a opção de inventar um pretexto para a invasão, inclusive por meio de atividades de sabotagem e operações de informação, acusando a Ucrânia de preparar um ataque iminente contra as forças russas no leste da Ucrânia".

A CNN ouviu uma autoridade americana que disse que os EUA têm evidências de que os operativos são treinados em guerrilha urbana e no uso de explosivos para realizar atos de sabotagem contra as próprias forças russas.

Também nesta sexta-feira, o Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que os serviços especiais russos estão preparando provocações contra as forças de Moscou, como tentativa de culpar a Ucrânia.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva na quinta-feira que a comunidade de inteligência americana tem informações sobre o plano de uma operação falsa para justificar a invasão.

"Nós vimos essa mesma cartilha em 2014. Eles estão preparando essa cartilha novamente", disse Sullivan, referindo-se à intervenção militar russa na Ucrânia naquele ano, quando a Rússia anexou a Crimeia.

O Kremlin negou que Moscou esteja preparando provocações contra a Ucrânia. "Até o momento, todas essas declarações são infundadas e não foram confirmadas de maneira nenhuma", disse Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin.

Segundo a autoridade americana que falou à imprensa sob condição de anonimato, as forças armadas russas "planejam começar essas atividades várias semanas antes de uma invasão militar, que poderia ter início entre meados de janeiro e meados de fevereiro".

O porta-voz do Pentágono, John F. Kirby, disse que as informações de inteligência sobre a suposta operação são "muito confiáveis", quando questionado em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

As declarações do governo de Joe Biden são feitas após uma semana de encontros diplomáticos entre oficiais russos e ocidentais para discutir a concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia.

As negociações não avançaram, já que a Rússia não se comprometeu a retirar os cerca de 100 mil soldados da fronteira, e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os EUA não aceitaram as exigências de Moscou. Uma delas é de que a Ucrânia nunca seja admitida na aliança de defesa mútua ocidental.

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