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EUA afirmam que conclusão de tarifaço ao Brasil sai “em breve” e países mantêm visões distantes

O representante Comercial Jamieson Greer afirmou nesta quinta-feira (9) que EUA e Brasil mantêm "distância considerável" em posições sobre tarifaço (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER)

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O Representante Comercial dos EUA Jamieson Greer, sinalizou em entrevista à emissora Fox News nesta quinta-feira (9) que a decisão sobre a nova tarifa proposta ao Brasil deve sair "muito em breve".

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) indicou em junho que o país pode sofrer uma nova cobrança de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação por práticas comerciais desleais.

De acordo com Greer, apesar das negociações entre os países continuarem, há uma "distância considerável" entre as posições de Brasil e EUA em relação à nova tarifa. O representante comercial americano informou que a audiência final sobre o caso acontece ainda nesta semana.

"Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância considerável entre nós. Por isso, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, porque temos um prazo legal até 15 de julho", declarou o representante comercial à Fox Business Network.

As novas declarações da administração de Donald Trump surgem após a finalização das audiências públicas conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, nas quais participou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para tentar evitar a nova imposição. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não enviou representantes para participar dessas audiências.

O USTR divulgou o resultado de uma investigação iniciada em 2025 contra o Brasil, que acusa o país de práticas comerciais injustas. Como exemplo, os EUA citam a suposta preferência ao Pix entre serviços de pagamento eletrônico, tarifas “desleais e preferenciais” e falhas na aplicação de medidas anticorrupção, na proteção da propriedade intelectual e no combate ao desmatamento ilegal.

Além da proposta de 25% sobre importações brasileiros, a Casa Branca avalia uma outra tarifa de 12,5% por falhas no combate à entrada, no mercado americano, de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

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