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Representantes e aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmaram que o Reino Unido poderá ser alvo de sanções americanas devido à sinalização do governo trabalhista britânico de aderir a um embargo contra mercadorias produzidas nos assentamentos judaicos na Cisjordânia.
Em comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira (8), Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia afirmaram que planejam introduzir “restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de mercadorias provenientes de assentamentos ilegais à luz do direito internacional, ou estão considerando ativamente essas e outras medidas, em conformidade com seus procedimentos nacionais”.
Em entrevista à emissora britânica BBC, o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, disse que acredita que “haverá, sem dúvida”, uma reação americana caso o Reino Unido siga em frente com a ideia de sanções comerciais.
O diplomata afirmou que fazer “algo assim com um parceiro, Israel”, teria um “enorme impacto econômico sobre as empresas britânicas”. Huckabee disse que tais corporações poderiam ser “impedidas” de realizar negócios “em vários estados” dos EUA e também sugeriu uma resposta na esfera federal.
No X, o deputado federal republicano Randy Fine afirmou que uma lei da Flórida, aprovada quando ele integrava o Legislativo estadual, “proibiria qualquer empresa britânica forçada a cumprir tal medida de fazer negócios com o governo estadual ou qualquer governo local na Flórida”.
“Isso também impediria qualquer empresa britânica participante desse boicote de fazer negócios na Flórida, caso precisasse de qualquer interação oficial com o governo estadual ou governos locais para operar (como licenças ou arrecadação de impostos)”, escreveu Fine. “A Flórida deixou claro: qualquer empresa — ou nação — que boicote Israel sofrerá um boicote por parte da Flórida.”
Na terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou várias medidas em resposta, como fechar o consulado britânico em Jerusalém, suspender o treinamento que o Reino Unido oferece às forças de segurança da Autoridade Palestina na Cisjordânia e a proibição de entrada em Israel de 12 autoridades britânicas.







