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Bandeira chinesa é vista em centro de aprisionamento na região de Xinjiang.| Foto: AFP

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, comentou em sua conta oficial no Twitter o banimento de alguns produtos da China anunciado nesta segunda-feira (14) pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês).

"O governo Donald Trump está reprimindo os abusos de direitos humanos do Partido Comunista Chinês [PCC] contra o povo uigur e outras minorias étnicas e religiosas", escreveu Pompeo. "O DHS tomou medidas decisivas para impedir a entrada de certas mercadorias nos EUA relacionadas ao trabalho forçado na China", frisou o secretário de Estado.

Em nota, o DHS informou que baniu a importação de algodão, peças de computador e produtos capilares e de vestuário produzidos em Xinjiang. É na região que vive a minoria uigur, que tem sido alvo de constantes violações de direitos humanos por parte de Pequim.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de um milhão de uigures estão detidos em campos secretos na China, número que equivaleria a 10% da minoria muçulmana que vive no país. O objetivo do governo chinês seria a eliminação de qualquer ameaça ao poder do PCC, por meio da supressão da liberdade religiosa e de dissidências no país.

As autoridades chinesas usam um sistema amplo e secreto de tecnologia para vigiar os uigures, por meio, principalmente, da invasão de celulares e de ferramentas de reconhecimento facial. Muitas vezes, usar um véu no rosto ou não aparar a barba é motivo suficiente para ser detido. Outro motivo que leva à detenção é ter mais filhos do que é permitido pelo governo.

A China também busca apagar a minoria estimulando o casamento entre uigures e pessoas da etnia han, maioria na China. Chineses han também são estimulados a migrar para Xinjiang, recebendo, inclusive, benefícios financeiros para tanto. Além disso, métodos de controle de natalidade forçados e até abortos a fim de diminuir o número de uigures em Xinjiang têm sido registrados.

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