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O Comando Sul dos EUA (Southcom, na sigla original), responsável por conduzir operações militares na América Central, América do Sul e no Caribe, anunciou que as Forças Armadas americanas passarão a contar com um comando autônomo de guerra baseada em inteligência artificial que apoiará os trabalhos para desarticular redes narcoterroristas e alcançar outros objetivos na região.
Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, o general do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Francis L. Donovan, comandante do Southcom, ordenou o estabelecimento do Comando de Guerra Autônoma (SAWC) para apoiar as prioridades da Estratégia de Segurança Nacional do presidente Donald Trump no continente americano.
“Do fundo do mar ao espaço e em todo o domínio cibernético, pretendemos aproveitar a clara superioridade do ecossistema de defesa americano, implementando inovações de ponta e trabalhando cada vez mais em conjunto com nossos parceiros de longa data na região para superar aqueles que ameaçam nossa paz e segurança coletivas”, afirmou Donovan.
O Comando Sul não detalhou como o sistema de defesa baseado em IA funcionará, mas antecipou que haverá uso de plataformas e sistemas autônomos, semiautônomos e não tripulados para neutralizar ameaças e desafios em diversos âmbitos, "vinculando as missões táticas aos efeitos estratégicos de longo prazo".
Os objetivos centrais da nova operação serão desarticular e enfraquecer as redes narcoterroristas e de cartéis na região, ao mesmo tempo em que o aparato estará disponível para responder a crises que colocam em perigo a vida causadas por desastres naturais de grande escala. Segundo o comando, o governo americano pretende ampliar a colaboração com aliados regionais para promover esses "objetivos comuns".
O Departamento de Guerra dos EUA criou recentemente a iniciativa Grupo de Guerra Autônoma de Defesa (DAWG), visando integrar a IA e sistemas autônomos em suas operações de combate.
Em março, o comandante do Southcom disse perante membros do comitê de serviços armados no Capitólio que seu objetivo com o projeto era desenvolver e implantar forças modernas e com boa relação custo-benefício para os EUA “para aumentar significativamente a letalidade, o conhecimento de todos os domínios e o compartilhamento de dados para as forças dos EUA e seus parceiros”.
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