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EUA denunciam 12 russos por tentarem interferir nas eleições de 2016

Rússia nega que departamento de inteligência militar tenha tentado prejudicar o processo eleitoral americano. Anúncio coincide com a proximidade da cúpula entre Putin e Trump

    • Folhapress e Washington Post
    • 13/07/2018 17:48
    Rod Rosenstein, vice-procurador-geral dos Estados Unidos, anuncia o indiciamento de 12 russos por tentarem inferferir nas eleições americanas de 2016 | CHIP SOMODEVILLAAFP
    Rod Rosenstein, vice-procurador-geral dos Estados Unidos, anuncia o indiciamento de 12 russos por tentarem inferferir nas eleições americanas de 2016| Foto: CHIP SOMODEVILLAAFP

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (13) que denunciou 12 agentes de inteligência russos, sob a acusação de promoverem um ataque hacker aos computadores do partido Democrata e da campanha de Hillary Clinton durante as eleições presidenciais de 2016.

    É o mais novo desdobramento da investigação do FBI sobre a interferência da Rússia na disputa que elegeu Donald Trump e que promete criar uma saia justa a mais no encontro entre o americano e o presidente russo Vladimir Putin, na segunda-feira, em Helsinque, capital da Finlândia. 

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    Segundo a denúncia, os 12 russos trabalhavam para o GRU, o departamento de inteligência militar do governo de Vladimir Putin. O objetivo era interferir nas eleições americanas. A Rússia nega ter agido nesse sentido. 

    O promotor Robert Mueller e sua equipe vêm trabalhando desde maio de 2017 para determinar se algum aliado de Trump conspirou com a Rússia para interferir nas eleições. Com a nova acusação, o escritório da promotoria já apresentou denúncias contra 32 pessoas, por crimes como lavagem de dinheiro e mentir para o FBI. Vinte e seis dos acusados são russos e, provavelmente, nunca serão levados a julgamento. 

     Tentativa de invasão

    Os russos chegaram, sem sucesso, a tentar invadir os sistemas dos órgãos eleitorais que comandam a votação nos estados americanos. Em um deles, os russos conseguiram roubar nomes, endereços, data de nascimento e número de documento de 500 mil eleitores. 

    Os sites dos órgãos eleitorais da Flórida, Geórgia e Iowa, assim como companhias que fornecem softwares para a eleição, também foram alvo dos ataques. 

    Os hackers também criaram falsas pessoas online, na tentativa de despistar as origens russas da operação. Eles também teriam interagido com americanos. Segundo o Departamento de Justiça, estas pessoas não foram acusadas de cometerem crimes.

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    O Departamento de Justiça, porém, destaca que não há notícia de que os crimes tenham alterado o resultado das eleições, tampouco de que algum cidadão americano tenha se envolvido ou soubesse da conspiração russa. 

    "A internet permite a adversários estrangeiros atacarem a América de novas e inesperadas formas", afirmou o vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, que declarou que o governo vai proteger o processo de eleições livres e justas no país. 

     Reação

    Trump, que está em viagem à Europa e é apontado como o principal beneficiário da atuação russa nas eleições de 2016, ainda não havia se manifestado sobre o assunto até a publicação desta reportagem. Ele é um crítico da investigação do FBI, que chama de uma "caça às bruxas". 

    Uma das poucas pessoas próximas ao presidente a se manifestar foi Rudy Giuliani, advogado dele. Em sua conta no Twitter, ele disse: “não há americanos envolvidos. É hora de Mueller acabar com essa perseguição ao presidente e afirmar que Trump é completamente inocente.” 

    Como os russos agiram

    A infiltração nos computadores e nas contas democratas teria começado por meio de uma tática conhecida como spear phishing, com o envio de emails que, uma vez abertos, liberam malwares e roubam informações como senhas e documentos, além de permitirem o monitoramento remoto do sistema. 

    A estratégia teria atingido voluntários e membros da campanha de Hillary Clinton, incluindo seu coordenador, assim como computadores do diretório nacional dos democratas. 

    De acordo com o Departamento de Justiça, o material colhido nesses computadores foi divulgado em um site chamado DCleaks.com, que se dizia mantido por "hacktivistas americanos". 

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    Após as suspeitas de que o material estivesse sendo distribuído por agentes russos, o grupo ainda criou um perfil falso, de um suposto hacker romeno, que assumia a responsabilidade pelo site. 

    A denúncia acusa os russos de 11 crimes, entre eles, crime contra os Estados Unidos por meio de operações cibernéticas, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. 

    Em nota, o partido Democrata informou que esse foi "um ataque contra eleitores americanos".  "Isso não é uma caça às bruxas", declarou Tom Perez, presidente do Comitê Nacional Democrata. "Os esforços do Kremlin para perturbar nosso processo eleitoral têm graves implicações em nossa democracia."

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