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Oriente Médio

EUA disparam contra leme de petroleiro do Irã no golfo de Omã

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Navio americano atuando no mar arábico na operação de bloqueio contra os portos do Irã. (Foto: NAVCENT Public Affairs/Marinha dos EUA)

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Forças dos Estados Unidos dispararam nesta quarta-feira (6) contra um petroleiro do Irã que tentava furar o bloqueio naval americano em curso contra o país no golfo de Omã. A ação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que coordena as operações dos EUA no Oriente Médio.

O alvo foi o M/T Hasna, um petroleiro vazio com bandeira iraniana que navegava em direção a um porto do Irã no golfo de Omã, segundo comunicado do Centcom. De acordo com o comando, a tripulação ignorou repetidos avisos americanos de que a embarcação violava o bloqueio em vigor. Em resposta, forças americanas imobilizaram o leme do navio disparando várias rajadas do canhão de 20mm de um caça F/A-18 Super Hornet lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

"O Hasna não está mais navegando em direção ao Irã", informou o Centcom.

O USS Abraham Lincoln está posicionado na região desde janeiro, como parte da campanha de pressão militar americana que antecedeu o início do conflito contra o Irã, em 28 de fevereiro. Os EUA mantêm ainda o porta-aviões USS George H.W. Bush na área e afirmam ter "ordenado que 52 navios comerciais retornassem ao porto" desde o início do bloqueio a embarcações que tentam entrar ou sair de portos iranianos.

Apesar do cessar-fogo com quase um mês de vigência, americanos e iranianos continuam trocando hostilidades na região. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o Irã atacou forças americanas mais de dez vezes desde o início da trégua - informação divulgada em coletiva de imprensa nesta terça-feira (5).

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira, em publicação nas redes sociais, que as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã avançam, mas que o bloqueio naval contra os portos do país persa será mantido. Nesta quarta, Trump declarou que, caso o Irã aceite os termos de paz, encerrará as operações militares e o bloqueio - mas ameaçou com ataques mais intensos caso o acordo não seja firmado.

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