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Militares dos Estados Unidos dispararam nesta terça-feira (2) um míssil contra um petroleiro que tentou romper o bloqueio naval em vigor contra os portos do regime do Irã, afirmou em publicação no X o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pela coordenação das operações militares americanas no Oriente Médio.
Segundo o Centcom, o alvo foi o M/T Lexie, um petroleiro sem carga e com bandeira de Botsuana que seguia por águas internacionais no Golfo Pérsico em direção à ilha de Kharg, onde fica um dos principais terminais petrolíferos iranianos.
De acordo com o comunicado, a tripulação do navio ignorou repetidos alertas das forças americanas e deixou de cumprir ordens por diversas vezes ao longo de um período de 24 horas.
O Centcom afirmou que uma aeronave dos Estados Unidos disparou um míssil Hellfire contra a sala de máquinas da embarcação. A ação, segundo o comando militar americano, desativou o petroleiro e impediu que ele chegasse ao Irã.
O episódio ocorre em meio ao bloqueio naval implementado pelos Estados Unidos contra o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos. O bloqueio está em vigor desde o dia 13 de abril e continua ativo mesmo durante o atual cessar-fogo com Teerã.
Desde o início da operação de bloqueio, o Centcom afirma que as forças americanas “desativaram” seis navios comerciais e redirecionaram outros 122.
O bloqueio em vigor tem pressionando a economia de Teerã ao atingir rotas marítimas ligadas ao comércio de petróleo e ao abastecimento do país. A exportação de petróleo é a principal fonte de financiamento do regime islâmico.
A ilha de Kharg tem importância estratégica para o Irã por concentrar parte relevante da infraestrutura petrolífera do regime. Por isso, embarcações que seguem para a região passaram a ser alvo direto do bloqueio militar americano no Golfo Pérsico.
Nesta terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse ao Congresso que o governo americano não pretende retirar sanções contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto. A declaração indica que a Casa Branca pretende manter os instrumentos de pressão contra o regime iraniano independentemente da negociação para o fim da guerra.







