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Governos aliados

EUA e Paraguai assinam acordo de cooperação nuclear

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assinou acordo com o governo de Santiago Peña nesta terça-feira (4) (Foto: LUKE JOHNSON/EFE/EPA)

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EUA e Paraguai assinaram em Washington nesta terça-feira (4) um memorando de entendimento de cooperação em energia nuclear. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado.

O acordo, assinado pelo secretário Marco Rubio e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, autoriza o fornecimento de tecnologia nuclear civil para uso energético ou científico, desde que os países receptores cumpram os padrões da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A cerimônia oficial também contou com a presença do Vice-Presidente paraguaio, Pedro Alliana.

Por meio do comunicado, a administração de Donald Trump defendeu o fortalecimento da relação estratégica entre os dois países. Segundo Rubio, essa cooperação "sempre foi muito forte", mas no último ano e meio "foi incrível".

Em nota separada, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai explicou que o instrumento assinado visa "fortalecer as capacidades do Paraguai nessa área, com o apoio dos EUA".

"As partes reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento internacional e o uso pacífico da energia nuclear e reconhecem o papel que ela pode desempenhar no atendimento às necessidades energéticas de ambos os países", acrescenta o comunicado.

O documento está inserido na seção 123 da Lei de Energia Atômica dos EUA, aprovada em 1954. Além do Paraguai, outros 25 países assinaram acordos semelhantes com os EUA nas últimas décadas, incluindo Argentina e Brasil.

Rubio frisou que o acordo relacionado ao setor nuclear garante que o Paraguai não poderá construir uma arma nuclear, uma exigência, segundo ele, do próprio presidente Donald Trump.

O memorando foi assinado num momento em que o governo americano busca aproximação com países da América Latina, visando conter a influência de China, Rússia e grupos criminosos na região.

Um dos focos dos EUA em relação à segurança regional é a Tríplice Fronteira, constituída por Paraguai, Argentina e Brasil, onde o país denuncia que há forte atuação de grupos armados como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e terroristas, como o libanês Hezbollah.

Em dezembro do ano passado, Washington assinou um acordo militar com Assunção, que permite o destacamento de militares americanos no país sul-americano, no chamado Acordo do Estatuto das Forças (Sofa, na sigla em inglês).

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