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Terrorismo

EUA identificam 'agentes' do Hezbollah na Tríplice Fronteira

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou nesta quarta-feira nove pessoas e dois estabelecimentos comerciais que estariam arrecadando fundos para o grupo libanês Hezbollah na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Além de identificá-los, o Tesouro americano os classifica como "colaboradores do terrorismo". O governo americano considera o Hezbollah um grupo terrorista.

Pela lei dos Estados Unidos, cidadãos americanos são proibidos de fazer qualquer negócio ou transação financeira com pessoas classificadas como colaboradores do terrorismo.

De acordo com o Departamento do Tesouro, o principal alvo do governo americano são os negócios do comerciante libanês naturalizado paraguaio Assad Ahmad Barakat.

"Artéria do Hezbollah"

Barakat, que foi preso no Brasil em 2002 e extraditado, está preso no Paraguai por evasão fiscal e associação com o crime.

"A rede de Assad Ahmad Barakat na região da Tríplice Fronteira é uma das principais artérias do Hezbollah no Líbano", disse o diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano, Adam Szubin.

"A ação de hoje pretende interromper esse canal e desvendar ainda mais a rede financeira de Barakat", acrescentou Szubin.

Os dois estabelecimentos comerciais que estariam ajudando o Hezbollah a arrecadar fundos são o shopping center Galeria Pagé e a loja de eletrônicos Casa Hamze, ambos na cidade paraguaia de Ciudad del Este.

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